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Em Campinas, Bolsonaro participa de feira de nióbio e inaugura estrutura do Sirius

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Participam também o ministro da Ciência, Marcos Pontes, e o ministro da Educação, Milton Ribeiro

O presidente da República Jair Bolsonaro participará nesta sexta-feira (08), da abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio e da inauguração de novas instalações do CNPEM/MCTI, em Campinas (SP).

A cerimônia está prevista para ocorrer às 15h15 e acontece no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações). Participam o ministro do MCTI, astronauta Marcos Pontes, o ministro da Educação (MEC), Milton Ribeiro, e outras autoridades.

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A 1ª Feira Brasileira do Nióbio vai apresentar produtos já desenvolvidos pelas empresas em conjunto com a academia, voltados para a aplicação do mineral com intuito de contribuir com o posicionamento do Brasil no cenário mundial como referência voltada à produção, caracterização e aplicação do nióbio.

Serão inauguradas cinco novas linhas de luz no Sirius, o acelerador de partículas brasileiro de última geração do CNPEM/MCTI que gera luz síncrotron. O Sirius passará a contar com seis estações de pesquisa, todas inauguradas nos últimos dois anos, que vão contribuir com pesquisas de ponta em diversas áreas do conhecimento.

Durante o evento, também serão entregues novas instalações do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) que integra o CNPEM/MCTI, e que serão dedicadas à pesquisa de nanodispositivos e nanossistemas que possibilitam desenvolvimento nas áreas da saúde, meio ambiente, agricultura e energia.

Com o Ministério da Educação, o CNPEM/MCTI inaugura a Ilum, Escola de Ciência. O projeto, financiado pelo MEC, amplia a atuação do centro na área de educação. O curso de graduação, com três anos de duração em período integral com imersão nas práticas de pesquisa dos diversos laboratórios de referência nacional do CNPEM/MCTI, é gratuito e pelo menos 50% das vagas serão destinadas a estudantes vindos das escolas públicas.

Entenda o que é o Sirius
A história do imenso complexo que forma o Projeto Sirius começa com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Idealizado na década de 1980 e inaugurado em 1997, o UVX – nome que faz referência à abrangência do espectro da luz síncrotron “do ultravioleta ao raio-x”- foi o primeiro acelerador de partículas do Hemisfério Sul.

Equipamento de “segunda geração”, o UVX permitiu que cientistas do Brasil e do mundo realizassem experiências e projetos com a utilização de luzes infravermelhas, ultravioletas e raios-x. Mas a construção não foi um processo fácil. Sérgio Rodrigo Marques, engenheiro eletricista e líder do grupo que faz a manutenção e o diagnóstico do feixe de luz síncrotron, entrou no projeto em 1994, quando ainda era estagiário. Ele testemunhou e participou da construção dos vários prédios que compõem o campus onde se encontra o Sirius e os demais laboratórios.

“Nessa época passávamos por um bocado de dificuldades. Para criar uma estrutura dessas [um acelerador linear de elétrons] assim, do nada, uma série de protótipos teve de ser feita. Vivíamos num esquema de construção de equipamentos. Todos os subsistemas para a emissão da luz síncrotron foram produzidos na raça, com conhecimento limitado, numa época em que a internet não existia. Você consegue imaginar algo assim?”, explicou com entusiasmo ao falar da experiência.

Antigamente acontecia muito de pegarmos o carro e irmos em lojas de componentes elétricos para comprar peças que seriam usadas em projetos de máquinas que nem sabíamos se iam funcionar. Era uma época de criatividade incrível. Eu pagava com dinheiro do meu bolso para tentar reembolso, mas nem sempre dava certo. Fazia pelo amor ao trabalho.

A experiência de criação um acelerador de elétrons único no hemisfério foi significativa para os brasileiros envolvidos. Todo o conhecimento tecnológico empregado no Projeto Sirius é, em certa parte, herança da gigantesca experiência acumulada durante a época do primeiro acelerador, o UVX. Muitos veteranos, como Marques, estão profundamente comprometidos com a construção da nova fonte de luz síncrotron, que contará com 8 estações de pesquisa plenamente funcionais até o final de 2020, mas ainda em caráter de teste.

O Projeto Sirius representa o maior investimento brasileiro já feito em ciência e tecnologia. O custo total do laboratório é de R$ 1,8 bilhão. Qual é, afinal, a utilidade pública de um laboratório gigantesco, feito com as tecnologias mais modernas de construção e engenharia, equipado com ferramentas científicas a que pouquíssimos países têm acesso e com tantas técnicas multidisciplinares empregadas? Ter um laboratório assim realmente representa algum ganho para a sociedade?

Antônio José Roque da Silva, ou apenas Zé Roque, como é chamado pelos colegas, é o diretor do Projeto Sirius, e explica com facilidade os ganhos que o imenso laboratório traz.

“Uma fonte de luz síncrotron é evidência de uma economia moderna avançada. As aplicações industriais são importantes, mas o que conta [para um país em desenvolvimento] não é a aplicação em si, mas a construção do complexo instrumento científico [que a produz]. São milhares de técnicas desenvolvidas aqui sobre as quais não tínhamos domínio antes”, pondera o físico.

O propósito do Projeto Sirius, segundo o diretor, não é apenas replicar experiências ou testes avançados em química e física, mas criar um polo de especialização em pesquisas científicas de ponta, o que deve colocar o Brasil no topo da disputa por grandes mentes.

O Projeto Sirius – nome que vem da estrela mais brilhante no céu noturno – caminha para se tornar uma espécie de farol para a ciência brasileira. A demanda criada pelo feixe de luz é tão especializada que exige diversos programas de computador especialmente desenvolvidos para operar as 200 mil variáveis que são calculadas a cada segundo. Tudo feito em código aberto, disponível de forma livre para a comunidade científica que opera máquinas semelhantes e possui as mesmas necessidades.

Engenheiros civis projetaram uma nova forma de construir blocos massivos de concreto que não vibram com a influência externa – uma das exigências para o alinhamento perfeito da luz síncrotron. A cúpula que protege o acelerador também contou com técnicas de engenharia inovadoras, criadas no Brasil, para ser erguida. O acelerador usa imensos eletroímãs para guiar o feixe de luz. E eles também são de autoria brasileira. O imenso maquinário gera altos níveis de radiação, que é controlada o tempo todo por médicos especialistas em contenção radiológica.

Em colaboração com a Agência Brasil

Foto: Divulgação

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