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Mulher de 31 anos é internada em Americana com suspeita de doença da urina preta

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Ela se encontra em hospital particular da cidade e o caso está em investigação pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica

Depois de uma série de casos da síndrome de Haff, conhecida popularmente como ‘doença da urina preta’, no estado do Amazonas, a enfermidade pode ter chegado à cidade de Americana. Uma mulher de 31 anos encontra-se internada em hospital particular da cidade com suspeita da doença. O caso está em investigação pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE).

O estado do Amazonas registrou 78 casos de rabdomiólise, ligada à doença da urina preta, o que torna esse surto maior que o de 2014, em que houve 74 casos. Conforme investiga-se, a doença teria ligação com o consumo de determinados peixes e crustáceos.

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O surto tem sido responsável também pelo declínio do comércio de peixes nas regiões norte e nordeste do país. Em reportagem recente do G1, pescadores reclamaram de prejuízos em São Luis, do Maranhão. A cidade de Paragominas, no Pará, distribui mais de uma tonelada de peixes, procurando desfazer o receio que a população tem do consumo, no intuito de incentivar novamente a sua compra.

Entenda a doença

A doença de Haff gera uma rigidez muscular. Além disso, frequentemente ocorre como consequência o aparecimento de uma urina escura em função da insuficiência renal, razão pela qual essa expressão é utilizada para se referir à enfermidade.

Entre os sintomas que a doença causa estão rigidez muscular de forma repentina, dormência no corpo, dores no peito e na cabeça, fadiga e a  urina cor de café. Esses sinais podem se manifestar 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar contaminados.

A dificuldade está no fato de que a toxina não tem nem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Ela também não é eliminada pelo processo de cocção do peixe.

Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

O médico clínico Marcos Pontes diz que durante o tratamento, a hidratação é fundamental. Ele alerta ainda que não existe um medicamento especifico para tratar a doença. O especialista, Marcos Pontes alerta  ainda que a doença deve ser  tratada de forma correta, pois o paciente corre risco de morte.

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo um enclave entre a Polônia e a Lituânia.

Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias, como Cambaridae e Parastacidae. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orienta a população a comprar peixes, mariscos e crustáceos somente com o selo dos órgãos de inspeção oficiais, pois pelo carimbo que esses produtos possuem é possível rastrear a origem, o que os torna seguros.

Em colaboração com Agência Brasil.

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