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Câmara barbarense encabeça debate regional sobre queimadas

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Intenção é envolver Legislativos de Americana e Nova Odessa e usinas de açúcar sobre medidas para amenizar as queimadas nesta época de estiagem

A Câmara de Santa Bárbara d´Oeste encabeça um debate regional sobre as queimadas e os danos ambientais, à saúde e ao bolso dos moradores. A intenção é envolver os Legislativos de Americana e Nova Odessa e também representantes das usinas de açúcar. As queimadas contribuem ainda mais para a poluição ambiental nesta época do ano de estiagem, em que a umidade relativa do ar já está baixa e há concentração de poluentes na atmosfera.

O debate ganhou força no Legislativo barbarense depois que os moradores da região começaram a reclamar nas redes sociais da queda de fuligem nos quintais, em razão de queimadas. Como o problema afeta as três cidades, o debate será regionalizado. 

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O presidente da Câmara de Santa Bárbara, o vereador Joel Cardoso, o Joel do Gás (PV), confirmou que já conversou com os presidentes dos Legislativos das cidades vizinhas para discutir o assunto com as usinas, para, desta forma, o movimento regional ganhar mais força.

Joel do Gás informou que está sendo agendada uma reunião a empresa sucroalcooleira na sede da usina ou no Legislativo, aberto aos demais vereadores. ““A intenção da Câmara é tentar resolver a situação, sem tomar medidas mais severas. Primeiro conversar com a empresa, entender o que está acontecendo. E se não resolver de forma pacífica, procurar os órgãos competentes e medidas necessárias para que não ocorra (queimada) na região. A intensidade aumentou muito em seis meses”, explicou Joel do Gás. A intenção é tentar descobrir se os incêndios são criminosos, causados por pessoas mal intencionadas ou propositalmente, explicou Joel do Gás.

O presidente da Câmara de Americana, Thiago Martins (PV), confirmou o recebimento do convite e a participação na reunião. Ele disse que os três municípios estão sendo muito prejudicados com as queimadas.

O vereador barbarense Bacchin Jr. (MDB) disse que esse é um problema histórico da cidade que atravessa décadas e que uma das causas é a queima da palha da cana de açúcar.  Também mencionou que muitas pessoas acham que o melhor caminho para se livrar do mato é atear fogo. 

”Houve um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público) para diminuição das áreas de queimadas, mas os problemas são recorrentes nesta época do ano de estiagem”, comentou o emedebista. 

Bacchin disse que há uma pressão por parte do Ministério Público para que as empresas canavieiras tenham maior controle sobre a área plantada. O que ocorre, explica, é que as usinas alegam que os incêndios nos canaviais são criminosos. 

As queimadas representam malefício às pessoas, à saúde pública, e geram um gasto elevado com água para lavar os quintais cheios de fuligem, explicou Bacchin. Uma dificuldade em combater esses focos de incêndio é que o município tem um território muito extenso, 270 Km², ponderou Bacchin. 

OUTRO LADO

Questionada, a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste informou que tem cobrado e conversado constantemente com todos os envolvidos com esta problemática. “A fiscalização de todo o território barbarense, muito extenso, é um grande desafio. Recentemente, inclusive, o Município promoveu uma reunião com a Raízen, DER, CPFL, Autoban, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, entre outros setores, para que um trabalho em conjunto seja realizado visando o combate aos incêndios nas áreas urbana e rural. Neste encontro, no fim de maio, o Município foi informado, inclusive, sobre um cinturão que havia sido feito pela Raízen nas proximidades da área urbana, com a colheita nestas áreas”, informou a administração.

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