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Casos de suicídio são maiores entre jovens mulheres

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A cada 100 mil mulheres em Campinas, 94 tentaram se matar entre 2015 e 2017; maior incidência é entre jovens

Segundo o professor Neury José Botega, o estudo feito pela UNICAMP baseado em Campinas, é válido para os municípios da região.

A tentativa de suicídio em Campinas entre jovens do sexo feminino, de 15 a 19 anos, é a maior da cidade entre 2015 a 2017. Os dados são do boletim de Mortalidade por Suicídio do município, divulgado no últimos mês.

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Segundo os dados, a cada 100 mil habitantes, Campinas registra 94 tentativas de suicídios de garotas. Entre os meninos da mesma idade, o número é de 26,6.

O boletim traz ainda dados sobre os principais sintomas, formas de morte e a mortalidade por suicídio (onde a incidência é maior em idosos acima de 60 anos) – leia mais detalhes abaixo.

Além desta faixa etária, todas as outras têm a maior taxa no sexo feminino. Em segundo lugar, está a faixa etária de 0 a 14 anos, com 48 tentativas a cada 100 mil habitantes. Entre os meninos, a taxa é de 8,4.

A região onde há mais casos registrados pela Secretaria de Saúde é a Noroeste (Campo Grande), com 41 tentativas de suicídio a cada 100 mil habitantes.

A região Leste, que é a área de melhor nível socioeconômico do município, é a que detém a menor taxa de tentativas de suicídio (15 tentativas a cada 100 habitantes de Campinas).

De acordo com o psiquiatra e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Neury José Botega, a leitura que se faz do grande número de tentativas de suicídio entre jovens adolescentes é que, nem sempre, a tentativa é a vontade de morrer.

“Encaramos que a tentativa não é um desejo de morte. É um desabafo, ou uma vontade de suprimir a consciência de uma dor psíquica que a pessoa sente e que é intolerável. Seria mais correto dizer que são autoagressões cuja intenção não é de morrer”, explicou.

Ele afirmou que a tentativa é um marco na vida do adolescente e não deve ser ridicularizada. “Aquilo marcará a vida dele. Ele pode começar uma psicoterapia, ele pode estar com depressão, usando drogas ilícitas. É um sinal, um alerta. É errado ridiculizar ou dizer que é uma ameaça. Quem se mata quase sempre é porque já tentou antes”, disse.

MAIS DADOS

O boletim mostra ainda que o grupo de pessoas com idade entre 40 a 59 anos tem a maior taxa de mortalidade por suicídio em Campinas. A taxa de morte a cada 100 mil habitantes é de 7,8 mortes nesta faixa etária. Em segundo lugar, estão os idosos, com 60 anos ou mais (taxa de 7,3 por 100 mil habitantes).

Entre os meios utilizados, o primeiro lugar entre 2010 a 2017 é o enforcamento, com 58,9% dos casos. Em segundo lugar é envenenamento e intoxicação (12,8%) e, em terceiro, arma de fogo (10%).

Apesar dos altos números de morte, Campinas está abaixo da média nacional de suicídio, que hoje está em 6,1 casos por 100 mil habitantes.

No município, a taxa é de 5 pessoas a cada 100 habitantes (geral), com a maior parcela sendo a de homens (8,5 homens a cada 10 cometem suicídio na cidade). Este último dado é de 2016.

PROCURANDO AJUDA

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde)
  • UPA 24H, SAMU 192, Proto Socorro; Hospitais
  • O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.
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