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Conselho da Mulher de Santa Bárbara repudia ataque de Corá a professora Juliana

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Em nota, integrantes do Conselho demonstraram perplexidade com a fala de vereador barbarense

O Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Mulher de Santa Bárbara d´Oeste encaminhou uma nota de repúdio contra o vereador barbarense Felipe Corá (Patriota) pela “fala agressiva e violenta” contra a vereadora Professora Juliana Soares do Nascimento, a Professora Juliana (PT), de Americana.

O vereador disse em um vídeo veiculado em suas redes sociais para a vereadora lavar a boca com ácido sulfúrico antes de falar mal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A vereadora chamou o presidente de genocida, por conta da demora na compra de vacinas contra o covid-19 e por propagar um kit com medicamentos ineficazes, sem comprovação científica, para tratar a infecção causada pelo novo coronavírus. A Justiça determinou a retirada do vídeo das redes sociais.

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“Como Conselho da Mulher, que vem atuando pela legitimação de toda luta em favor dos direitos da Mulher e das questões de gênero, manifestamos nossa indignação, perplexidade e total repúdio diante do fato”, trouxe a nota, assinada pela presidente Iraci Virginia Gomes e por outras conselheiras.

Segundo a nota de repúdio, o ato praticado pelo vereador é nitidamente caracterizado como violência política de gênero, que se define, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, como “a violência através de agressão física, psicológica, econômica, simbólica ou sexual contra a mulher, com a finalidade de impedir ou restringir o acesso e exercício de funções públicas e/ou induzi-la a tomar decisões contrárias à sua vontade. Inclui-se nesta concepção as eleitas, as candidatas aos cargos eletivos, as ocupantes de cargos públicos, as dirigentes de conselhos de classe, de empresas estatais e das entidades de representação política. Em suma: atos sistêmicos de violência com o objetivo de excluir a mulher do espaço político”, ressalta a nota.

As conselheiras mencionaram, na nota, que não vão se calar, seja por essa ou por qualquer outra forma de violência e, principalmente, a de gênero. “Como membros do Conselho da Mulher, manifestamos indignação a essa atitude desrespeitosa, agressiva, violenta e vexatória do vereador. E nos solidarizamos com a vereadora Professora Juliana de Americana, nesta luta contra atos que incitam qualquer tipo de violência e, em especial, a de gênero”, traz o comunicado. Também assinam a nota de repúdio a vice-presidente do Conselho, Marisa de Fátima Sirino; a secretária Damiana Helena de Souza; a tesoureira Tarsila Guedes Rapassi e a ex-presidente Reverenda Ione da Silva.

OUTRO LADO

Procurado, Felipe Corá não quis comentar o assunto. A professora Juliana agradeceu pelo apoio, em nota. “Agradecemos ao Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Mulher de Santa Bárbara d´Oeste pela manifestação de repúdio aos ataques que sofremos nas últimas semanas. Os conselhos têm um papel importante no desenvolvimento de políticas públicas de proteção das mulheres, então é muito bom poder contar com a solidariedade pública da entidade nesse momento. Seguiremos unidas em busca de respeito e igualdade”.

O caso está sendo apurado pelos jurídicos das Câmaras de Americana e Santa Bárbara d´Oeste. Juliana entrou com uma ação de danos morais contra Corá, cujo mérito ainda não foi julgado. Ela pede R$ 10 mil de indenização.

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