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Presidente da Câmara atribui a palanque político denúncia sobre respiradores

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Thiago Martins lamentou denúncia que aponta problemas na operação de 12 respiradores comprados com recursos devolvidos pelo Legislativo à Prefeitura e usados no tratamento contra Covid-19

O presidente da Câmara, Thiago Martins (PV), disse que opositores fizeram palanque político ao denunciarem problemas nos 12 respiradores comprados pela Prefeitura de Americana com recursos do duodécimo antecipados para a compra.  O Ministério Público e a Secretaria de Saúde estão investigando a denúncia feita por fisioterapeutas. Os 12 aparelhos da empresa VentMed começaram a ser usados dia 12 de junho deste ano e foram comprados pelo Hospital Municipal “Dr. Waldemar Tebaldi”.

Segundo Martins, ainda não foi notificado para prestar esclarecimentos. “Eu acho muito vergonhoso. Para mim é uma situação muito triste, no momento que nós estamos passando, no momento em que nós estamos perdendo vidas diariamente, quase todos os dias morrendo gente, e a gente discutindo sobre respirador, se é bom, se é ruim, se a marca é boa ou não. Primeiro, se não fosse autorizado, não fosse certificado pela Anvisa, nem seria vendido para a cidade de Americana”, rebateu Martins.

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De acordo com o presidente, “os críticos e que torcem contra a cidade” torceram para que os respiradores adquiridos através de licitações não chegassem na cidade, depois questionaram a demora e, agora, passaram a criticar a marca. Ele disse estranhar que a denúncia seja feita neste momento em que a prefeitura rompeu contrato de aluguel de R$ 6 mil por cada respirador. E questionou se fisioterapeutas teriam capacidade técnica de avaliar se um respirador é bom ou não.

“Para mim, é triste o momento que nós estamos passando. É vergonhoso utilizar desse momento para fazer política, para se aparecer, querer fazer palanque. É triste”, alfinetou Martins.  

As informações apresentadas por um grupo de fisioterapeutas do HM são de que os respiradores não são adequados para o tratamento de pacientes em estado grave de Covid-19. O MP questionou a Secretaria de Saúde sobre a funcionalidade dos respiradores, bem como a procedência deles e se houve emissão de laudo técnico para a compra. O secretário de Saúde, Danilo Carvalho Oliveira, informa que a Pasta também questionou a empresa responsável.

O relatório enviado ao Ministério Público foi feito pela ex-vereadora Maria Giovana Fortunato, que disputou a última eleição como candidata a prefeita.  A Prefeitura tem 48 horas para responder o questionamento do MP. “Estamos todos vivendo um momento de pandemia, a população está sensível, mas acredito que usar deste momento para levantar informações de que mortes foram causadas por conta dos respiradores, é inadmissível, é desumano”, disse o secretário de Saúde, Danilo Carvalho Oliveira, semana passada ao JA.

Maria Giovana rebateu a acusação. “Eu estou acostumada com algumas figuras políticas da cidade que vivem resmungando sobre palanque político. Eu fiz uma denúncia gravíssima. Ao invés de estarem se preocupando com política deveriam se preocupar em dar respostas para o povo que sofre nos hospitais. Eu estou feliz que já tivemos um resultado importantíssimo que foi a retirada destes respiradores do uso. Agora queremos investigação e prestação de contas sobre este caso e rápido”, afirmou Giovana.

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