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sexta-feira, julho 23, 2021
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Projeto vai inserir pessoas em situação de rua no mercado de trabalho

Batizada de Kintsugi Empresa Acolhedora, a ação vai ajudar os moradores nos processos seletivos, além de preparar as empresas para acolher os selecionados

Não adianta dar apenas o pão. Tem que ensinar a pescar. Essa máxima, muito usada pelos assistentes sociais, agora será aplicada aos moradores em situação de rua em Americana. Idealizado pelo grupo independente Beija-Flores Voluntários, o projeto Kintsugi Empresa Acolhedora fará a ponte entre empresários e essa população para que tenham, de fato, suas vidas restauradas em todos os aspectos.

A empresária Denise Zerbeto, que atua com alta performance de colaboradores, e a médica cardiologista Patrícia Cunha Soares Arouca, fazem parte do grupo de voluntários, que já realiza um trabalho de acolhimento, internação em clínicas de recuperação e de apoio espiritual. As duas detalharam o novo projeto em visita às instalações do JA na semana passada.

Patrícia constatou, durante os trabalhos de evangelização, que existem pessoas em situação de rua com boa formação profissional, mas que influenciadas por fatores como dependência química, perda de familiares ou condições financeiras acabam deixando suas casas.

Agora, com ajuda de Denise, que é da área de gestão, os voluntários têm feito reuniões com empresários de Americana para inserir essa população no mercado de trabalho. “Essas pessoas já tiveram família, emprego e dignidade e pretendemos implantar um projeto de restauração”, explicou Denise.

A inspiração veio do kintsugi, uma arte milenar japonesa, que restaura cerâmica quebrada com pó de ouro. A simbologia é valorizar e destacar as imperfeições com retoques nas peças quebradas. O preconceito, a discriminação e a falta de oportunidade excluem as pessoas em situação de rua da sociedade, dificultando sua plena recuperação. O projeto entra para ajudar os moradores a reconstruírem suas vidas.

O intuito não é contratar por meio da lei de cotas, mas colocar em prática um projeto de inclusão social. Os candidatos às vagas serão selecionados de acordo com suas formações. O grupo de voluntários vai ajudar a elaborar currículo e prepará-los emocionalmente para participar dos processos seletivos. Após essa fase, o morador será encaminhado para a empresa acolhedora. Os colaboradores também serão orientados para receber as pessoas em situação de rua.

24 HORAS

O grupo independente Beija-Flores Voluntários já atua há dois anos em Americana. Inicialmente, Patrícia, o marido e os filhos começaram a apoiar as pessoas em situação de rua. Segundo ela, o projeto realizado aos domingos leva o pão que mata a fome, a roupa que espanta o frio e a palavra de Deus para alívio da alma. E em tempos de pandemia, em que o número de famílias em situação de vulnerabilidade social aumentou, trabalho não falta aos voluntários. “Não tem horário, o voluntariado é 24 horas. Quando você entra no voluntariado é para seguir para aquilo que você é chamado”, disse Patrícia.

O projeto também auxilia os moradores que querem se livrar do vício. Eles são internados em clínicas por seis meses a um ano. Vinte e cinco pessoas já cumpriram esta etapa. Denise afirma que ações como essa transformam o ser humano: “não é só a pessoa em situação de rua que é curada. Tem que fazer um trabalho de cura da família inteira, porque se a pessoa está na situação de rua, existe uma família que, de tão sofrida, não consegue mais fazer o acolhimento. Ai a pessoa não sai da droga, não sai da rua, porque precisa do perdão. Por isso que a evangelização é tão importante!”.

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