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Na volta às aulas, pais devem acompanhar saúde mental dos filhos

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Psicóloga dá dicas aos genitores sobre esta fase e infectologista orienta sobre os protocolos de segurança

Depois de um ano e meio de atividades remotas nas escolas públicas, os estudantes, finalmente, voltaram às aulas em Americana. Mas os pais devem ficar muito atentos à saúde emocional dos filhos, porque podem desenvolver quadros de estresse, ansiedade e até mesmo depressão.

A psicóloga Aracele Netto Tomiato, coordenadora do curso de Psicologia da FAM (Faculdade de Americana), que também se dedica à terapia e a avaliação neuropsicológica, disse que os pais estão tão ou mais ansiosos do que os filhos, porque não sabem como as crianças e adolescentes vão enfrentar o retorno às aulas presenciais e como vão se comportar.

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Os profissionais já têm notado nos consultórios, como é o caso de Aracele, que as crianças e jovens já desenvolveram ansiedade, estresse e depressão, em razão de óbitos por Covid-19 na família, por causa do distanciamento dos amigos, da falta da prática de atividade física e da interrupção dos cursos extracurriculares que faziam. Ou seja, ficaram isolados. E, agora, podem ficar temerosos em contrair a doença e levar o vírus para casa, porque ainda não estão imunizados.

Segundo a psicóloga, os estudantes vão retornar à rotina normal, do convívio com colegas e professores. Muitos mudaram de escola. E podem estar temerosos em não dar conta da rotina de escola ou não fazer amizades na nova escola.

Para agravar a situação, Aracele notou que o diálogo entre pais e filho ficou escasso durante a pandemia, mesmo compartilhando o mesmo lar. “Nós achávamos que com a pandemia, com as famílias mais tempo em casa, juntos, esse diálogo iria aumentar, que o convívio familiar seria de uma qualidade melhor, mas infelizmente o que nós temos observado, em consultórios, é que isso não aconteceu. Os filhos, mesmos pequenos, isso infelizmente é uma realidade, já ficam com seu celular, com o seu tablet, com o seu computador no quarto, isolado, e os pais em outros cômodos. Aproveite essa oportunidade e converse com os seus filhos e pergunte a eles o que estão sentindo com esse retorno das aulas”, orientou a profissional.

“O que era prazeroso, como levantar, ir para a escola, conviver com os amigos, a hora do lanche, voltar para casa e ir para atividades de esportes e cursos hoje pode ser ameaçadora para essa criança. Essa criança nem se recorda como era a rotina”, explicou a coordenadora do curso da Psicologia da FAM.

Além disso, a rotina de sono dos estudantes terá que ser restabelecida. Segundo Aracele, as crianças passaram a dormir e acordar mais tarde, e, agora, os horários terão que ser alterados, para garantir, no mínimo, oito horas de sono, para favorecer o rendimento escolar. Normalmente, essa mudança do relógio biológico demora de sete a dez dias.

Favorável à volta às aulas, para garantir o aprendizado e o convívio social, a infectologista Artemis Kilaris explica que as crianças e adolescentes desenvolvem apenas sintoma leves da Covid-19.  A recomendação da médica é que os pais não levem os filhos à escola se estiverem com síndrome gripal ou resfriado, como dor de cabeça e febre. No mais, basta seguir os protocolos de segurança, como usar máscara, higienizar as mãos com álcool em gel e manter o distanciamento.

Abaixo, algumas dicas da psicóloga para lidar com o retorno às aulas:

• Converse com o seu filho sobre o que está achando do retorno, se está com medo e ansioso e quais os tipos de preocupação

• Observar se seu filho está com receio e não quer voltar às aulas presenciais. Muitas crianças dizem que estão com dor de cabeça, dor de barriga, que não estão se sentindo bem, para não irem às aulas

• Outro indicativo de que a criança está com problemas é quando pede para voltar para casa com desculpa de dores e que não está se sentindo bem. São sinais que não está se sentindo acolhida, protegida e à vontade na escola. O ideal é que os pais conversem com o filho para verificar se está com bloqueio, se está tendo dificuldade de convívio com os amigos e não se sente preparado para começar o semestre

• O ensino online não tem a abrangência do presencial, principalmente para crianças abaixo de 14 anos. Portanto, podem ter receio de não acompanhar os demais colegas

• Alguns sinais de que os estudantes podem estar com crises de ansiedade e de estresse são quando não querem sair, mesmo para passear. Outro sinal de alerta é quando não querem brincar com os amigos na volta das aulas e preferem ficar isolados em um canto

• Os pais devem perguntar para a professora se o filho está interagindo com os colegas e participa das atividades em sala de aula. O isolamento é um sinal que está com depressão

• O aluno pode desenvolver ansiedade, porque tem medo de não dar conta das tarefas, como fazia há um ano. São sintomas de ansiedade falta de ar, coração acelerado, acordar de noite assustada e não conseguir dormir mais.

Fonte: Psicóloga Aracele Netto Tomiato

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