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sexta-feira, julho 23, 2021
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Projeto prevê contratação de psicólogos e assistentes sociais na rede de ensino de Americana

De autoria da vereadora Juliana (PT), o projeto foi aprovado em primeira discussão; os profissionais vão atuar para detectar os principais problemas nas escolas para fazer os encaminhamentos, além de prevenir a violência e situações de conflito

Os vereadores de Americana aprovaram um projeto de lei autorizativo da vereadora professora Juliana Soares do Nascimento (PT) para contratação de psicólogos e assistentes sociais na educação básica. O intuito é combater casos de bullying, violência sexual e doméstica, além de outros problemas que ocorrem na comunidade escolar e que podem afetar o desempenho do estudante.

O projeto ainda será apreciado em segunda discussão na próxima quinta-feira (22) na Câmara e, depois, segue para sanção ou veto do prefeito Chico Sardelli. A propositura regulamenta uma lei federal, datada de 12 de dezembro de 2019, que previa a inclusão desses profissionais nas escolas até 12 de dezembro do ano passado.

Juliana explicou que os profissionais admitidos podem atuar de forma regionalizada e que parcerias com faculdades podem ser estabelecidas.

A intenção não é que os psicólogos e assistentes sociais façam o atendimento clínico, mas uma abordagem coletiva dos principais problemas que afligem as escolas. “A ideia é que esses profissionais atuem na escola, apoiando a equipe pedagógica para trabalhar alguns aspectos de ordem social e emocional, que são dificuldades da aprendizagem e do desenvolvimento dos alunos, ou seja, diversos tipos de violência e outras violações de direitos. A ideia é que esses profissionais possam ajudar a mapear o perfil da comunidade escolar, facilitar a articulação dessa comunidade com a rede de proteção, especialmente os equipamentos públicos de saúde e de assistência social e o próprio Conselho Tutelar”, disse Juliana.

Inclusive, o psicólogo e assistente social Eduardo Kawamura utilizou a tribuna da Câmara na última sessão para contar a experiência de Campinas, que já implantou o programa Ecoar em 20 escolas nos últimos dez anos.  Na prática, os profissionais fazem o mapeamento dos problemas que envolvem as crianças e entrevistas com os alunos e com as famílias. Os profissionais, informou Kawamura, constatam casos de violência doméstica, bullying, automutilação e envolvimento de alunos com tráfico de drogas, o que resulta em dificuldades no processo de alfabetização.

OUTRO LADO

A Prefeitura de Americana informou que existe a intenção de realizar concurso público para preenchimento desses cargos, após o término da vigência da Lei Complementar 173/2020, que vedou novas contratações em razão da pandemia do novo coronavírus. Atualmente a rede municipal conta com dois psicólogos que realizam atendimentos no Centro de Inclusão “Mãos que Acolhem”.

De março de 2020 até 23 de maio deste ano,  período em que as atividades presenciais estiveram suspensas, não houve registro de casos de bullying ou violência escolar. Os professores foram orientados quanto à escuta das famílias e a possível detecção de casos de abuso e violência doméstica, trouxe a nota.

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