spot_img
spot_img

Últimas Notícias

Mulher com suspeita de ‘doença da urina preta’ recebe alta do hospital

- Advertisement -

Não há resultados ainda para os exames de detecção da doença

A mulher de 31 anos que foi internada no Hospital da Unimed em Americana no dia 21 de setembro com suspeita de estar com a ‘doença da urina preta’ recebeu alta no sábado (25). Ela permaneceu internada com um quadro clínico suspeito para Síndrome de Haff. Segundo a Unimed, ela manteve um quadro estável durante o período de internação.

Segundo informações da Vigilância Epidemiológica de Americana, foram colhidos exames de sangue e urina da paciente e o material foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz na sexta-feira (24), que o encaminhará a outro laboratório de referência no país. “Não há previsões ainda da data do resultado do exame e o município aguarda orientações da Secretaria Estadual da Saúde e do Ministério da Saúde sobre condutas a serem adotadas em relação ao caso”, afirma em nota.

- Advertisement -

Não houve outro caso suspeito identificado no município. Segundo a Vigilância, ainda não é possível identificar o histórico de contaminação da paciente, uma vez que o resultado do exame ainda não demonstrou se tratar de um caso positivo e que, mesmo que venha a ser confirmado, o processo de investigação epidemiológica ainda é incipiente por se tratar de doença pouco conhecida. “Trata-se de um caso suspeito isolado, ainda sob investigação”, declara.

O que é a ‘doença da urina preta’

Ela se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

A doença de Haff gera uma rigidez muscular. Além disso, frequentemente ocorre como consequência o aparecimento de uma urina escura em função da insuficiência renal, razão pela qual essa expressão é utilizada para se referir à enfermidade.

Entre os sintomas que a doença causa estão rigidez muscular de forma repentina, dormência no corpo, dores no peito e na cabeça, fadiga e a  urina cor de café. Esses sinais podem se manifestar 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar contaminados.

A dificuldade está no fato de que a toxina não tem nem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Ela também não é eliminada pelo processo de cocção do peixe.

O médico clínico Marcos Pontes diz que durante o tratamento, a hidratação é fundamental, mas que não existe ainda um medicamento especifico para tratar a doença. O especialista também alerta que a doença deve ser tratada de forma correta, pois o paciente corre risco de morte.

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo um enclave entre a Polônia e a Lituânia.

Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias, como Cambaridae e Parastacidae.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento orienta a população a comprar peixes, mariscos e crustáceos somente com o selo dos órgãos de inspeção oficiais, pois pelo carimbo que esses produtos possuem é possível rastrear a origem, o que os torna seguros.

Em colaboração com Agência Brasil.

- Advertisement -

Latest Posts

spot_img

Não Perca

Fique Sempre INFORMADO!

Receba em seu email as últimas notícias de americana e região!

WhatsApp chat