Última sessão da Câmara é marcada por discussão entre Professora Juliana e vereadores

A sessão precisou ser interrompida para que os ânimos se acalmassem, mas momentos depois a discussão recomeçou e a parlamentar deixou o recinto

A última sessão ordinária do ano da Câmara Municipal de Americana realizada na tarde desta quinta-feira (12) precisou ser interrompida após discussão entre a vereadora Prof. Juliana (PT) e outros parlamentares. Depois que a sessão foi retomada, as desavenças continuaram e a vereadora deixou o recinto sem realizar justificativa. Instantes depois, ela retornou ao plenário para justificar a sua ausência e deixou a sala.

Os desentendimentos começaram no momento em que o vereador Wagner Rovina (PV) justificava o seu voto favorável ao requerimento aprovado pela Câmara na sessão realizada na última quinta-feira (8) a respeito do questionamento acerca da legislação sobre uso e ocupação do solo das pessoas que estão acampadas em frente ao Tiro de Guerra.

Rovina afirmou que a Prof. Juliana havia alegado que vários vereadores haviam sido procurados para se manifestar a respeito do caso, mas que ele mesmo não havia sido procurado por ninguém.

Em seguida, ele relembrou o episódio em que a parlamentar discutiu com o vereador barbarense Felipe Corá (PL) no passado alegando que ela foi “indenizada pela agressão verbal e de forma premeditada usou a tribuna e pediu para que a família dele fizesse o mesmo”.

Quando teve a oportunidade de falar, Prof. Juliana respondeu que a agressão foi reconhecida pela justiça de Americana .“Não cabe ao senhor definir se eu fui agredida ou não. Eu sou a vítima. Eu tenho legitimidade para falar da agressão que eu sofri no ano passado e neste ano também”, afirmou.

No final da sua fala, a vereadora foi interrompida pelo vereador Marschelo Meche (PL) que pediu questão de ordem afirmando eu a parlamentar teria insinuado uma situação um dia antes que ele não queria tornar público. Nesse instante, houve um bate-boca entre ambos e a sessão precisou ser interrompida nesse instante pelo presidente da Câmara, Thiago Martins (PV), que pediu pausa para que os ânimos se acalmassem.

No retorno da sessão, quando novamente teve oportunidade de fala, a vereadora acusou colegas da Câmara de não terem se manifestado publicamente a respeito de falas que incitassem a violência.

“Nós fizemos o requerimento, ele foi aprovado, veio a reação negativa, falas do tipo em uma live ‘Tô louca para pegar uma petista’. Nitidamente são falas que incitam a violência e é incrível que isso não é digno de movimentos públicos por parte de outros vereadores aqui em função dessa insinuação de violência”, comentou a parlamentar.

No final do pronunciamento, Profª Juliana destacou que a Casa já votou questões muito mais complexas de maior impacto para a população, mas que não viu uma movimentação como essa por conta de um requerimento. Após a fala, a vereadora deixou o plenário da Câmara, momento no qual Thiago Brochi questionou o presidente Thiago Martins se a vereadora havia justificado a saída. Martins disse que não. Em seguida, Profª Juliana retornou ao plenário, justificou a saída e foi embora.

Com a saída da parlamentar, Meche ainda afirmou que ela deveria lavar a boca antes de falar mentiras e que ela deveria provar tudo o que disse.

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