A entrada de uma equipe com 12 policias militares em uma escola infantil da zona sul de São Paulo na terça, 11 de novembro, gerou preocupação entre alunos e funcionários. A ação ocorreu após o pai de uma aluna denunciar que a unidade estaria oferecendo “aulas de religião africana” por conta de um desenho com o nome “Iansã”.
De acordo com relatos de trabalhadores da escola, a presença dos policiais armados assustou as crianças e interrompeu momentaneamente a rotina da unidade. Uma funcionária afirma ter sido questionada por cerca de 20 minutos, período no qual explicou que a atividade mencionada pelo responsável não tinha caráter religioso.
A escola informou que o conteúdo fazia parte do currículo antirracista trabalhado com as turmas, incluindo elementos da cultura afro-brasileira. Segundo a funcionária, foram apresentados aos policiais os materiais pedagógicos utilizados, destacando que a proposta integra as diretrizes educacionais da rede municipal.
Moradores e integrantes da comunidade escolar organizaram um abaixo-assinado manifestando apoio integral ao corpo docente e reafirmando confiança no trabalho desenvolvido pela unidade.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação declarou que o pai da aluna recebeu esclarecimentos de que o material visto pela filha fazia parte de uma produção coletiva da turma.
A pasta reforçou que o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena é obrigatório no Currículo da Cidade de São Paulo.






