Rafael de Barros: Qual deveria ser o papel do Estado na economia?

Na sua opinião, qual seria o papel do estado (governos federais, estaduais e municipais) na economia?

Este é um assunto que frequentemente é debatido, e na verdade não acredito que haja uma resposta absolutamente certa para este debate.

Essa discussão surge, principalmente em momentos de crises, onde os consumidores querem ver uma mão do governo controlando o preço de alguns produtos, por exemplo, e onde também alguns empresários acreditam que seria dever do estado os ajudar a prosperar.

Essa “mão” do governo na economia tem nome: intervencionismo. Governos intervencionistas acontecem o tempo todo em toda parte do mundo, porque nunca é fácil resistir à tentação de usar seu poder de governo para mudar algo que você sabe que não está como todos gostariam. Exemplos recentes podemos dar em relação ao preço da carne, ou, atualmente, dos combustíveis.

Porém quando olhamos para o efeito do intervencionismo vemos que em quase sua totalidade o efeito do mesmo é pior do que o problema que queria corrigir.

Uma das explicações para que isso ocorra é que em geral o problema vem acontecendo por uma questão estrutural, complexa, que não vai ser corrigida na canetada. E a canetada vai ainda desequilibrar de tal forma essa dinâmica que o “remédio” vai acabar matando o doente mais rápido do que a própria doença.

O empreendedor, que está na ponta da cadeia, lidando com o problema todos os dias sabe muito mais dele do que um governante, que não vive aquilo no dia a dia. O governante tem muito mais chance de errar na intervenção por não conhecer a fundo toda a dinâmica que envolve o problema. Ele pode estar com excelente intenção de acertar, mas são enormes as chances de errar.

Congelamento de preços, por exemplo, quase sempre levam à escassez. E o que estava difícil de comprar, agora se torna impossível.

Por pior que possa parecer um problema do mercado, intervenções diretas do estado na economia tendem sempre a piorar ainda mais o problema.

Então os governantes devem ficar só olhando o problema acabar com a qualidade de vida da população?

Com certeza não!

O Governo pode, ao invés de controlar um mercado, estimular a criação de mais concorrência privada, de novas soluções substitutas, e também facilitar a vida de quem produz, com menos burocracias e exigências inúteis.

No mercado, em geral, quanto menos intervenção estatal direta temos, melhor será para todos.

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