A Polícia Civil concluiu nesta terça-feira (3) o inquérito que apura a agressão contra o cão Orelha e pediu a internação provisória do adolescente apontado como autor do crime. Segundo a investigação, o jovem apresentou versões contraditórias e omitiu informações relevantes durante os depoimentos.
De acordo com o delegado Renan Balbino, o adolescente afirmou à polícia que permaneceu dentro do condomínio durante todo o período investigado. No entanto, imagens obtidas pelos investigadores mostram que ele saiu do local às 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga. As gravações, além de testemunhos e das roupas utilizadas, confirmam que o adolescente esteve na praia, o que contradiz a versão apresentada por ele.
A polícia também destacou que o adolescente não sabia que os investigadores já tinham acesso às imagens que registraram seus deslocamentos. Esse fato teria contribuído para as contradições identificadas ao longo do interrogatório.
Outro ponto que chamou a atenção da equipe foi o comportamento de um familiar durante a abordagem no retorno do adolescente ao Brasil. Segundo a delegada responsável pelo caso, houve uma tentativa de esconder um boné rosa na bolsa pessoal desse familiar. Durante a revista da bagagem, o mesmo parente apresentou atitude considerada suspeita ao afirmar que o moletom usado pelo adolescente havia sido comprado durante a viagem.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil entendeu que há indícios suficientes para justificar o pedido de internação provisória do adolescente. O caso agora segue para análise do Ministério Público e da Justiça.






