Áudios obtidos pela investigação revelam que os proprietários da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, orientavam um funcionário sem qualificação técnica a aumentar a quantidade de cloro da piscina — prática que agora é apontada como um dos elementos do caso que resultou na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos.
Em uma das gravações, o empresário Celso Bortolo demonstra preocupação com a aparência da água e sugere a verificação da dosagem. Na mensagem, ele afirma que, ao observar pelas câmeras, a piscina parecia em más condições e orienta o funcionário a medir o nível de cloro, acrescentando que poderiam aplicar uma quantidade maior, se necessário.
Em outro trecho, Celso reforça a percepção de que o problema seria a falta do produto e orienta a aplicação de uma “cloração mais forte” para melhorar o aspecto da piscina no dia seguinte.
As conversas também indicam que a avaliação da qualidade da água era feita de forma visual e sem critérios técnicos. O responsável pela manutenção era um manobrista, sem formação ou especialização para o manuseio de produtos químicos.
Juliana passou mal após participar de uma aula de natação no dia 7 de fevereiro. Ela foi socorrida, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu. Pelo menos outras quatro pessoas, incluindo o marido da vítima, também foram intoxicadas, algumas em estado grave.






