
A Câmara Municipal de Americana realizou, na tarde desta terça-feira (3), às 14h, a 3ª Sessão Ordinária de 2026, no segundo ano legislativo da 19ª Legislatura. Por deliberação da Mesa Diretora, a ordem dos trabalhos foi invertida, com início pelo Pequeno Expediente, seguido da Ordem do Dia e do Expediente.
Durante a sessão, cinco projetos de lei constaram na pauta. Em redação final, foi aprovado o Projeto de Lei nº 131/2025, de autoria do vereador Renan de Angelo, que institui o Programa Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia e outras doenças correlatas. Também avançou em segunda discussão o Projeto de Lei nº 155/2025, de Jean Mizzoni, sobre a instalação de dispositivos de proteção em motores de sucção de piscinas.
Em primeira discussão, foram apresentados os projetos que instituem o Dia Municipal para a Ação Climática, o programa “Mães que Criam” e a Campanha Permanente de Conscientização sobre os Riscos dos Jogos de Azar Online.
No entanto, o principal destaque da sessão foi o debate em torno do Projeto de Lei nº 157/2025, de autoria da vereadora Professora Juliana (PT), que institui o Dia Municipal para a Ação Climática. O vereador Marcos Caetano (PL) apresentou, pela segunda vez, pedido de vista da matéria, o que gerou reação da parlamentar.
Em plenário, Professora Juliana criticou a postura do colega e afirmou:
“O vereador do PL, Marcos Caetano, insiste em politizar toda e qualquer oportunidade, talvez para produzir vídeos e cortes para a internet, porque é exatamente típico desta laia de extrema direita a qual ele representa. Fazendo politicagem em cima de um projeto sério, em cima de uma fala legítima, tentando me interromper na minha fala e isso presidente, com todo respeito, precisamos de uma escola do legislativo aqui meu querido presidente.”
Na sequência, a vereadora solicitou apoio dos colegas:
“Peço para os colegas, vereadores e vereadoras, humildemente que votem contrários ao segundo pedido de vista do vereador Marcos Caetano.”
Em resposta, Marcos Caetano justificou o requerimento:
“Presidente, eu estou pedindo apenas uma semana. Eu não estou contra o projeto dela. Ela quer se engrandecer em cima das falácias, das falas lindas, que ela fala que se pronuncia muito bem aqui dentro desta casa, mas é uma semana só, nobres colegas vereadores. Eu espero que ela tenha o respeito também em cima do nosso pedido. Que ela tenha o respeito com cada um de nós aqui dentro, que é o que falta dela!”
O vereador Thiago Brochi (PL) se posicionou favoravelmente ao pedido de vista e argumentou em plenário:
“Há uma proposta que foi aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, seguiu já faz mais ou menos um ano para o Senado, e o vereador pode muito bem verificar aí a possibilidade do que tem um projeto, do que tem o outro, já que o projeto tem três linhas. Acredito que dentro desse estudo o senhor possa melhorar, e é um direito do senhor. Então, respeitando o segundo pedido de vista do vereador Marcos Caetano, eu concordo com o segundo pedido de vista para que ele possa, sim, analisar o projeto.”
Após a manifestação de Brochi, Professora Juliana voltou a se pronunciar, afirmando:
“A fala do macho, em alguns contextos, ela é super tranquila e, em outros contextos, ela é exatamente tomada como desequilíbrio emocional.”
Em réplica, Thiago Brochi afirmou que a discussão havia se desviado do tema central:
“A vereadora acabou saindo do que estamos discutindo, que é o segundo pedido de vista.”
Ao final, o segundo pedido de vista foi aprovado por 14 votos favoráveis e dois contrários, sendo estes da vereadora Professora Juliana (PT) e do vereador Gualter Amado (PDT). Com isso, o projeto retorna à pauta após o prazo regimental.
A sessão foi encerrada com os demais projetos seguindo os trâmites legais, em meio a mais um episódio de debates acalorados no plenário da Câmara Municipal de Americana.

Imagem: Câmara Municipal de Americana






