Americana terá abrigo secreto para mulheres vítimas de violência

O prefeito de Americana, Chico Sardelli, anunciou nesta sexta-feira (24) a implantação do serviço de acolhimento institucional em abrigo de mulheres e famílias vítimas em situação de vulnerabilidade. O trabalho será conduzido pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos por meio da celebração de parceria com organização da sociedade civil.

Para esta implantação, neste sábado (25), será publicado no Diário Oficial do Município edital de chamamento público para seleção de propostas de organizações da sociedade civil para execução do serviço de proteção social especial de alta complexidade de acolhimento institucional em abrigo para famílias e pessoas do gênero feminino em situação de violência. Também poderão ser abrigadas famílias em situação de vulnerabilidade.

O serviço irá proteger as mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos, em situação de risco de morte ou ameaças em razão da violência doméstica e familiar, causadora de lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico ou dano moral. 

Com sistema de segurança, alarme e monitoramento, o local do abrigo será sigiloso, bem como a identidade das usuárias. Em articulação com rede de serviços socioassistenciais, das demais políticas públicas e do Sistema de Justiça, deve ser ofertado atendimento jurídico e psicológico para as usuárias e seus filhos e/ou dependentes quando estiverem sob sua responsabilidade.

O prefeito Chico Sardelli e o vice-prefeito Odir Demarchi destacaram a importância de investir na segurança das mulheres.

“Temos atuado em várias frentes na defesa das mulheres vítimas de violência doméstica, e essa é mais uma ação que irá dar mais dignidade e proteção a elas. Uma medida que vem para se somar às outras ações de combate à violência”, disse o prefeito Chico.

“Vamos continuar investindo nessa área para diminuir o número de casos e para salvar vidas”, disse Odir.

De acordo com a secretária de Assistência Social Juliani Hellen Munhoz Fernandes, o objetivo do abrigo é oferecer um ambiente acolhedor e estrutura física adequada, visando o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar, além de proporcionar condições de habitabilidade, higiene, salubridade, segurança, acessibilidade e privacidade.

“Essa é uma ação voltada ao acolhimento e garantia da proteção integral às mulheres em situação de violência, promovendo o acesso à rede de qualificação e requalificação profissional com vistas à inclusão produtiva”, disse a secretária.

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