Uma onda de produtos clandestinos conhecidos como “canetas emagrecedoras” tem provocado reações graves em brasileiros e acendido um alerta entre médicos e autoridades de saúde. Vendidas como supostos injetáveis capazes de promover perda rápida de peso, essas canetas vêm sendo oferecidas por falsos profissionais que se passam por endocrinologistas e prometem resultados que não existem.
Diversos pacientes relataram sintomas após o uso, acreditando que estavam aplicando medicamentos seguros. Entre as reações registradas estão tontura, vômitos, hematomas roxos na barriga, manchas e irritações na pele, queda de pressão, hipoglicemia, taquicardia, arritmia e até aumento súbito da pressão arterial. Também houve relatos de diverticulite, risco de infecções graves — já que muitas dessas canetas introduzem bactérias no organismo — e até episódios de surto psicótico.
Especialistas afirmam que o risco cardiovascular associado ao uso desses produtos clandestinos é alto, podendo, em casos extremos, levar à morte. Além disso, investigações têm revelado que muitas dessas canetas sequer contêm as substâncias utilizadas em tratamentos legítimos para emagrecimento. Em vários frascos analisados, foram encontradas medicações de origem desconhecida, substâncias proibidas, matéria-prima barata e sinais de ausência total de esterilidade.
A recomendação dos profissionais de saúde é clara: produtos injetáveis devem ser prescritos apenas por médicos habilitados, adquiridos em canais oficiais e aplicados com acompanhamento adequado. Além de não promoverem emagrecimento, as canetas clandestinas colocam em risco a vida de quem as utiliza.






