A mulher internada após utilizar uma caneta emagrecedora ilegal desenvolveu síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara e potencialmente grave. A nova informação atualiza o caso, noticiado anteriormente, que envolvia o uso do produto Lipoless, trazido ilegalmente do Paraguai e vendido como se fosse tirzepatida, substância presente no medicamento Mounjaro.
A síndrome de Guillain-Barré é uma condição autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos. Os primeiros sintomas costumam incluir formigamento, dormência e fraqueza nas pernas, com progressão ascendente para os braços e, em situações mais graves, para os músculos responsáveis pela respiração. A doença pode evoluir rapidamente e exigir internação em unidade de terapia intensiva.
Embora a causa exata nem sempre seja identificada, a síndrome pode ser desencadeada por infecções, uso de medicamentos ou exposição a substâncias inadequadas. No caso da paciente, a suspeita é de que o uso da caneta emagrecedora sem procedência segura tenha contribuído para o desenvolvimento do quadro neurológico.
O tratamento da síndrome de Guillain-Barré é feito em ambiente hospitalar e pode incluir imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, além de suporte clínico e fisioterapia intensiva. A recuperação pode levar semanas ou meses, e alguns pacientes podem apresentar sequelas.
Especialistas alertam que o uso de medicamentos injetáveis sem registro na Anvisa e sem acompanhamento médico representa um risco elevado à saúde. O caso reforça o alerta para os perigos das chamadas canetas emagrecedoras vendidas de forma clandestina, especialmente quando associadas a promessas rápidas de perda de peso.






