Um detetive da polícia de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, foi demitido e preso após apontar uma arma de fogo para um colega que esquentava peixe no micro-ondas do trabalho. O caso aconteceu em 30 de maio de 2026 e teve novos desdobramentos judiciais em outubro.
Michael DeBiase, de 46 anos, teria confrontado um policial de patrulha porque o cheiro do peixe aquecido estava se espalhando pelo escritório. Segundo o mandado de prisão, durante a discussão, o detetive sacou a arma fornecida pela corporação e apontou para o colega.
O policial ameaçado não teve a identidade divulgada publicamente. Os dois prestaram depoimentos sobre o episódio, que ocorreu nas dependências do Departamento de Polícia de Myrtle Beach.
Após o incidente, DeBiase foi afastado administrativamente enquanto o caso era investigado pelo setor de assuntos internos da corporação e pela Divisão de Aplicação da Lei da Carolina do Sul (SLED).
A investigação identificou violações das normas internas, e o departamento encerrou o vínculo empregatício com o detetive. Em 2 de junho, ele foi preso e inicialmente acusado de apontar e apresentar uma arma de fogo contra outra pessoa, crime que poderia resultar em uma condenação mais grave.
A polícia não informou se a arma estava carregada no momento da ocorrência.
O caso teve um novo desfecho em outubro. De acordo com informações divulgadas pelo veículo americano The Smoking Gun, DeBiase se declarou culpado de uma infração de perturbação da ordem pública, em um acordo que substituiu a acusação inicial, mais grave.
A sentença estabeleceu 90 dias de liberdade condicional e multa de US$ 350. Ele também foi obrigado a entregar sua certificação profissional de policial na Carolina do Sul e a não solicitar sua reintegração à carreira policial.
Com isso, além de perder o emprego, DeBiase ficou impedido de voltar a exercer a função no estado.






