Jardim Botânico Plantarum oferece exposição e workshop sobre abelhas neste fim de semana em Nova Odessa

Jardim Botânico Plantarum oferece exposição e workshop sobre abelhas neste fim de semana em Nova Odessa

Nesse sábado, dia 03 de agosto, o Jardim Botânico Plantarum, de Nova Odessa/SP, promove um encontro voltado para as abelhas nativas. Além da exposição “Geoprópolis – Arquitetura para Abelhas Nativas”, os convidados poderão participar de um workshop sobre o assunto, ministrado pelo ambientalista João Machado. Machado e o fundador do jardim botânico, Harri Lorenzi, irão falar sobre as abelhas sociais, semisociais e solitárias nativas do Brasil e todo o seu papel e importância em meio ao ecossistema e meio ambiente.

A exposição de férias “Geoprópolis – Arquitetura para Abelhas” também está disponível para visitação no Jardim Botânico Plantarum. A exposição é gratuita para todos os visitantes do jardim botânico, mediante a aquisição de ingresso para visitação no local (R$ 25 meia e R$ 50 inteira) e estará disponível até o dia 11/08. O jardim famoso botânico privado está localizado na Avenida Brasil, nº 2.000, altura do Jardim Marajoara, em Nova Odessa/SP.

Já o workshop “Arquitetura para Abelhas Nativas” acontece neste sábado, dia 03/08, das 9h às 12h e será ministrado pelo artista plástico e ambientalista João Machado e pelo engenheiro agrônomo e fundador do jardim botânico, Harri Lorenzi, o público aprenderá sobre a importância das abelhas sociais, semisociais e solitárias nativas do Brasil.

Os presentes poderão explorar a relação histórica entre os humanos e as abelhas e participar na construção prática de casas de barro para abelhas nativas, além de aprender na prática sobre técnicas de criação de esculturas vivas que servem de abrigo para esses polinizadores essenciais do meio ambiente. Para participar deste workshop, serão disponibilizadas apenas 60 vagas e os ingressos deverão ser adquiridos no site www.plantarumpass.com pelo valor de R$ 127,99.

A iniciativa é parte do trabalho que João Machado desenvolve desde 2015, abordando temas como colonialismo, desmatamento, território e o crescimento acelerado das cidades, que oprime plantas, animais e humanos. Geoprópolis surgiu de sua pesquisa sobre abelhas autóctones brasileiras. Conhecidas também como abelhas “indígenas”, essas espécies se destacam por não possuírem ferrão e serem essenciais para a polinização da flora brasileira.

Na exposição, as obras de João Machado são exibidas ao ar livre, onde uma das peças é uma escultura viva, habitada por abelhas. O processo de criação dessas esculturas é complexo e sustentável. Tudo começa com desenhos feitos a partir do própolis que o artista coleta de seus enxames.

“Quando aplicado ao papel, o própolis cria formas orgânicas que lembram o interior oco das árvores onde as abelhas naturalmente fazem suas colmeias. Em seguida, replico esses desenhos em esculturas de cerâmica, que mais tarde são habitadas pelas abelhas. Ao longo de algumas semanas, elas completam a obra com cerume ou geoprópolis, termo que dá nome ao projeto”, explica ele.

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