A investigação sobre a morte de Juliana Faustino Bassetto, ocorrida no dia 7 de fevereiro, aponta para possíveis falhas graves no manuseio de produtos químicos na academia onde o caso aconteceu.
Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (DP), a quantidade de cloro utilizada no local em apenas um dia era equivalente ao volume que normalmente seria aplicado ao longo de uma semana em uma piscina do mesmo porte.
Imagens das câmeras de segurança também passaram a fazer parte do inquérito. Os registros mostram a saída de uma fumaça branca de dentro de um balde utilizado durante a limpeza do espaço, indicando possível reação química ou alta concentração do produto.
O manobrista da academia, Severino José da Silva, afirmou em depoimento à polícia que realizava a limpeza do local seguindo ordens da administração. Ele confirmou que manipulou os produtos químicos no dia do ocorrido.
A Polícia Civil apura se houve negligência no armazenamento, na diluição e na aplicação das substâncias. Laudos periciais devem determinar a concentração dos produtos utilizados e esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da aluna.






