Beto Silva

Imobiliária em Americana é acusada de praticar sucessivos golpes financeiros

Imobiliária: vítimas de estelionato procuram Ministério Público e cobram providências

Um grupo de vítimas de uma imobiliária se reuniu, na tarde desta sexta-feira (16), na sede do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) em Americana. Cerca de 20 pessoas que dizem ter sido enganadas por um empresário na cidade, procuraram o órgão depois que souberam do relaxamento da prisão dos três envolvidos em casos de estelionato. O trio foi preso em flagrante depois que um casal denunciou o empresário.

As vítimas desconfiaram do golpe depois de investigar a negociação de um apartamento. O acusado receberia o carro no valor de R$45 mil e transferiria a dívida parcelada para os compradores, que contataram o proprietário do imóvel e desvendaram o esquema.

Na segunda-feira (5), quando o casal assinaria o contrato da negociação na sede da imobiliária, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam o empresário de 42 anos e dois auxiliares de 24 e 43 anos. Os três homens foram autuados e encaminhados à cadeia pública de Sumaré.

O advogado dos acusados entrou com pedido de revogação da prisão junto ao MP, que encaminhou a solicitação à Justiça.

Vítimas

No grupo de vítimas da imobiliária, que compareceu ontem ao MP, o técnico de informática J.B, era o que teve maior prejuízo. Ele contou que perdeu R$110 mil na compra de uma casa no Parque Planalto, em Santa Bárbara d’Oeste. “Eu tinha ganho uma causa trabalhista e dei R$45 mil de entrada e outros pagamentos de R$15mil, mas quando chegou a hora de mudar para casa me informaram que o inquilino não queria sair. Em dezembro, os vendedores alugaram uma casa para onde eu me mudei com minha esposa e três filhos, depois soube que tinha caído no golpe”, contou o homem que disse não saber de quem é a casa com quem mora com a família. Ele desconfia que o aluguel não está sendo pago e teme uma ação de despejo.

O operador de máquinas A.S.T disse que o prejuízo chegou a R$ 25 mil e não foi maior, porque desconfiou do empresário e investigou a procedência do terreno de R$95 mil que estava comprando. “Eu vi o anúncio no Facebook e fui lá no estande deles, na Estrada da Balsa. Eles me levaram até o terreno, quando conversei com o advogado e fui buscar detalhes do loteamento, percebi que era um golpe”, contou

As vítimas formaram um grupo de 61 pessoas que foram lesadas pelo empresário.

Posição do Ministério Público

Na reunião com as vítimas de estelionato, o promotor de Justiça, Sérgio Claro Buonamicci disse que o caso em que ele atua se refere à denúncia do casal, que resultou na prisão dos acusados.

Ele ouviu os relatos e aconselhou que o grupo procurasse a Polícia Civil e que os depoimentos fossem acrescentados ao processo. Todas as vítimas disseram se sentir ameaçadas pelo empresário e cobraram providências.

“Diante dos fatos, pode haver a possibilidade de pedir a prisão preventiva dos acusados”, afirmou, acrescentando que vai estudar o caso durante este final de semana.

“Se houver a possibilidade de reverter, vou pedir ao juiz para que reverta”, afirmou Buonamicci.

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