Vinte e três pacientes com lesão medular que receberam tratamento com polilaminina já começaram a apresentar algum nível de movimento corporal, segundo informações divulgadas pelo coordenador de um dos grupos de acompanhamento clínico no Espírito Santo. O avanço inclui desde pequenas contrações musculares até recuperação parcial de mobilidade em membros anteriormente paralisados.
De acordo com Mitter Mayer, tem circulado na mídia a informação de que apenas seis pacientes teriam apresentado melhora, mas esse número se refere somente aos participantes de um estudo clínico acadêmico inicial. Ele explicou que, além desse grupo, outros pacientes receberam a substância por meio de uso compassivo autorizado pela Justiça, ultrapassando 20 casos, e que a maioria apresentou algum tipo de resultado positivo.
Os pacientes atendidos estão distribuídos por diferentes estados brasileiros: cinco no Espírito Santo, quatro no Paraná, quatro no Rio de Janeiro, três em Minas Gerais, dois em São Paulo e um caso em cada um dos seguintes estados: Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Maranhão.
A polilaminina é uma substância experimental desenvolvida para estimular a regeneração de conexões nervosas na medula espinhal. O tratamento ainda não possui aprovação definitiva de órgãos reguladores e segue em fase de estudos e aplicações autorizadas caso a caso por decisões judiciais. Especialistas ressaltam que, apesar dos resultados considerados promissores, são necessários ensaios clínicos mais amplos para confirmar eficácia e segurança.
Os relatos de melhora têm gerado expectativa entre pacientes com lesão medular e familiares, especialmente em casos classificados como graves ou completos, nos quais tradicionalmente as chances de recuperação são limitadas. Pesquisadores destacam que o acompanhamento a longo prazo será fundamental para avaliar a real dimensão dos avanços obtidos.






