Um estudo divulgado nesta quinta-feira (19) aponta que a bactéria Staphylococcus aureus resistente a antibióticos, conhecida por causar infecções graves, deixou de estar restrita ao ambiente hospitalar e já circula na comunidade no estado de São Paulo.
A pesquisa foi realizada pela Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (AFIP) em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e revela uma mudança no padrão de disseminação da bactéria.
Segundo o estudo, os casos de infecção hospitalar diminuíram, mas houve aumento das chamadas infecções comunitárias — quando a contaminação ocorre fora de hospitais, em ambientes como casas, creches ou outros espaços coletivos.
Os pesquisadores destacam que a cepa resistente, conhecida como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), já não está restrita a unidades de saúde, o que acende um alerta para a saúde pública.
Os dados mostram que as taxas de MRSA chegaram a 42,6% entre pacientes com infecção ativa e a 37,4% entre pessoas colonizadas — ou seja, que carregam a bactéria no corpo sem apresentar sintomas, mas ainda podem transmiti-la.
A maior incidência foi registrada em crianças menores de 3 anos e em idosos com 65 anos ou mais, grupos considerados mais vulneráveis a complicações.
Especialistas alertam que a disseminação comunitária da bactéria dificulta o controle e reforça a importância de medidas de higiene, uso racional de antibióticos e atenção a sinais de infecção, como feridas que não cicatrizam, dor, vermelhidão e febre.






