O idoso João Luiz Miqueline, de 70 anos, que ficou paraplégico após cair de uma altura de cerca de quatro metros em Curitiba (PR), começou a apresentar sinais de recuperação após receber o medicamento experimental polilaminina. Durante a reabilitação, ele conseguiu mexer as pernas, o que trouxe esperança à família.
O caso já havia sido noticiado após a família enfrentar uma longa batalha para conseguir o tratamento. João Luiz recebeu a aplicação do medicamento na última terça-feira (3), 80 dias após o acidente que o deixou paraplégico.
Segundo Mitter Mayer, coordenador do grupo da médica Tatiana Sampaio, quando a filha do idoso procurou a equipe, a situação já era considerada difícil. Isso porque o tratamento costuma ser indicado dentro de uma janela ideal de até 72 horas após a lesão.
Na tentativa de obter o medicamento, a família buscou a Justiça, mas os pedidos de judicialização foram negados em diferentes instâncias, incluindo decisões de juiz e desembargador.
Mesmo diante das negativas, os familiares continuaram tentando alternativas. O caso acabou sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou o uso da polilaminina.
Ainda assim, novos obstáculos surgiram. Inicialmente não havia vaga em hospital para realizar a aplicação do medicamento e, posteriormente, o médico responsável afirmou não conhecer o tratamento. Segundo a família, a autorização final só foi assinada depois que o caso ganhou repercussão na imprensa.
Com isso, João Luiz recebeu a dose quase três meses após o acidente, tornando-se, de acordo com os envolvidos, o paciente que mais demorou para conseguir acesso à polilaminina.
Apesar do atraso em relação ao período considerado ideal, os primeiros sinais são considerados positivos. Durante o processo de reabilitação, o idoso já conseguiu mexer as pernas.






