A ex-ginasta olímpica Lais Souza, que ficou tetraplégica após um acidente de esqui nos Estados Unidos em 2014, encontrou-se com a médica e pesquisadora Tatiana Sampaio, criadora da polilaminina — terapia experimental que vem apresentando resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas com lesões medulares graves.
O encontro ocorreu 12 anos após o acidente que mudou a vida da atleta. Desde então, Lais tem acompanhado de perto avanços científicos na área de reabilitação neurológica ao redor do mundo, mantendo-se informada sobre pesquisas e estudos, mas sem criar grandes expectativas.
Segundo relato publicado por ela nas redes sociais, a visita teve como objetivo agradecer pessoalmente à pesquisadora pelos anos de dedicação ao desenvolvimento da polilaminina. Lais afirmou que, ao longo de mais de uma década, leu artigos científicos, assistiu a reportagens e ouviu especialistas sobre diferentes abordagens terapêuticas, mas que nenhuma iniciativa havia despertado nela a mesma esperança que sentiu ao conhecer o trabalho relacionado à nova tecnologia.
Na legenda de uma foto ao lado da bióloga, a ex-atleta expressou o desejo de continuar viva para testemunhar não apenas possíveis impactos em sua própria recuperação, mas também os benefícios que a descoberta pode trazer a milhões de pessoas. Ela destacou ainda a expectativa de que a inovação alcance pacientes que aguardam por tratamentos eficazes há décadas e contribua para transformar o futuro das próximas gerações.
A polilaminina é estudada como uma estratégia para estimular a regeneração e a reconexão de fibras nervosas após lesões na medula espinhal, condição que atualmente possui opções limitadas de recuperação funcional. Embora os estudos ainda estejam em andamento, os resultados preliminares têm gerado expectativa na comunidade científica e entre pacientes.






