Americana inaugura primeira Sala Lilás do interior paulista para atendimento a vítimas de violência

Imagem: Reprodução/EPTV

Espaço instalado no IML oferece acolhimento humanizado a mulheres, crianças e adolescentes de nove cidades da região.

O Governo do Estado de São Paulo inaugurou, na última quarta-feira (25), em Americana, a primeira Sala Lilás do interior do estado. O espaço funciona no Núcleo de Perícias Médico-Legais, dentro do Instituto Médico Legal (IML), e é destinado ao atendimento humanizado de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e sexual.

A iniciativa tem como objetivo garantir privacidade, acolhimento e proteção às vítimas, evitando que elas tenham contato com outros atendidos no IML, como pessoas submetidas a exames cautelares ou de embriaguez, além de impedir o encontro com possíveis agressores dentro da unidade.

Além de atender moradores de Americana, a Sala Lilás também recebe vítimas de outros oito municípios da região de Campinas e Piracicaba: Artur Nogueira, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré. O Núcleo é responsável por uma população estimada em 1,2 milhão de habitantes.

De acordo com a médica legista Ana Paula Silvestre, que atua no espaço, o principal objetivo é reduzir o sofrimento de quem já passou por situações traumáticas. “A gente tem um espaço lúdico aqui, um espaço humanizado, um espaço privativo para essas vítimas, evitando a revitimização e também a separação delas de outros tipos de atendimento”, explicou.

Uma mulher de 45 anos, que preferiu não se identificar, relatou à EPTV que viveu mais de duas décadas em um relacionamento marcado por agressões e ameaças. Ela contou que, ao procurar ajuda, chegou a desistir da denúncia após se sentir desencorajada. Mesmo com medo, decidiu retomar o caso e acredita que um ambiente mais acolhedor pode fazer diferença. “Mais confiante, mais confortável, mais acolhedor, certamente vai me trazer segurança”, afirmou.

Segundo a médica, o foco da Sala Lilás é contribuir para romper o ciclo da violência. “Queremos que a vítima se sinta ouvida e saiba que tem apoio para quebrar esse ciclo”, destacou.

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