O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de matar a policial militar Gisele Alves Santana, já havia sido alvo de registros anteriores envolvendo comportamentos considerados abusivos.
Em 2010, uma dentista que foi casada com o oficial procurou a Polícia Civil, em Taubaté, para registrar um boletim de ocorrência. Na denúncia, ela relatou que sofria perturbações atribuídas ao então companheiro, que já integrava a PM à época.
Segundo o registro, o oficial realizava ligações em horários variados e insistentes. A mulher afirmou ter trocado o número de telefone particular três vezes na tentativa de evitar o contato. Ela também relatou que ele não respeitava os horários de visita da filha do casal.
Anos depois, em 2022, Geraldo Neto foi condenado pela Justiça ao pagamento de indenização por danos morais à sargento da PM Valéria Barreto dos Santos, sua subordinada na época. O valor fixado foi de R$ 5 mil.
Na ocasião, ele era major e comandante do 29º Batalhão da Polícia Militar do Interior (29º BPM/I). A decisão judicial apontou abuso de autoridade, com cobranças e fiscalização de horário consideradas excessivas e direcionadas especificamente à policial.
O processo também menciona situações de constrangimento público, ameaças de transferência como forma de punição e um ambiente de trabalho hostil após conflitos internos envolvendo movimentações de policiais mulheres. Houve ainda acusação de extravio de processos disciplinares, mas esse ponto não foi comprovado.
Geraldo Leite Rosa Neto está preso após ser apontado como principal suspeito pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, de 32 anos. Laudo pericial indica que ela foi surpreendida por trás, imobilizada e morta com um tiro na têmpora, além de apontar possível manipulação da cena do crime.






