A localização de um 11º corpo em São Paulo voltou a chamar a atenção para uma sequência de mortes em que vítimas foram encontradas envoltas em sacos plásticos, lençóis, cobertores ou outros tecidos. Os casos vêm sendo registrados desde setembro e são investigados pela Polícia Civil.
Um dos episódios mais recentes foi registrado na noite de 15 de outubro, quando um homem foi encontrado enrolado em um lençol na Rua Rogério Fernandes, no Jardim Reimberg, na zona sul da capital. A vítima apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e ainda não havia sido identificada na última atualização divulgada pela CNN Brasil.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou exames ao Instituto Médico-Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC), além de analisar imagens de câmeras de segurança para tentar esclarecer o crime e identificar os responsáveis.
A semelhança entre a maneira como alguns corpos foram encontrados alimentou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer. No entanto, a Polícia Civil afirmou que não há evidências que permitam atribuir as mortes a um único criminoso.
As apurações apontam para diferentes dinâmicas e possíveis motivações. Entre as linhas investigadas estão vinganças, desavenças locais, dívidas relacionadas ao tráfico de drogas e execuções associadas ao chamado “tribunal do crime”, prática em que integrantes de organizações criminosas submetem pessoas a julgamentos clandestinos e as executam.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o fato de algumas vítimas terem sido encontradas envoltas em sacos ou tecidos não é suficiente para estabelecer uma conexão entre os homicídios.
Os casos são apurados pelas unidades policiais responsáveis, com participação do DHPP em ocorrências da capital. Os investigadores trabalham para identificar vítimas ainda desconhecidas, esclarecer as circunstâncias das mortes e localizar os suspeitos.
Apesar da repercussão e das semelhanças observadas em parte das ocorrências, a orientação é não tratar os episódios como uma série de crimes cometidos pela mesma pessoa sem confirmação oficial.
As informações sobre o 11º caso e eventuais novas prisões devem ser acompanhadas conforme a divulgação de atualizações pelas autoridades.






