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Cidade Jardim recebe nebulização contra a dengue

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Além da nebulização, os funcionários da empresa e os agentes de controle de vetor do PMCD estão realizando visitas domiciliares, para controle de criadouros e orientações aos moradores

A Secretaria de Saúde de Americana iniciou, nesta terça-feira (3), no bairro Cidade Jardim, a nebulização de inseticida contra o mosquito Aedes Aegypti. A empresa Sime Prag do Brasil, contratada para atuar em conjunto com o PMCD (Programa Municipal de Controle da Dengue) já efetuou a nebulização em áreas delimitadas dos bairros Parque das Nações, Antônio Zanaga, São Manoel, Vila Bertini e Vila Belvedere, sempre seguindo os critérios epidemiológicos referentes aos casos registrados.

Além da nebulização, os funcionários da empresa e os agentes de controle de vetor do PMCD estão realizando visitas domiciliares, para controle de criadouros e orientações aos moradores. De acordo com o PMCD, durante o mês de abril foram 10.949 imóveis visitados e 689 nebulizados.

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Desde o início do ano foram realizadas 2.896 notificações de casos suspeitos de dengue, dos quais 1.813 casos foram confirmados (positivos), 984 descartados (negativos) e 99 casos ainda aguardam resultados de exames.

Os bairros com maior incidência de casos positivos são o Antônio Zanaga (212), Cidade Jardim (67), São Manoel (58), Parque Novo Mundo (47), São Jerônimo (47), São Vito (47), Jardim da Paz (45), Vila Belvedere (45), Vila Bertini (45), Jaguari (43), Cariobinha (41), Jardim Boa Vista (35), Parque das Nações (35), Vale das Nogueiras (33), Jardim Guanabara (32), Jardim Santa Cruz (31), Parque da Liberdade (31) e São Luiz, também com 31 casos confirmados.

Os casos registrados em Americana seguem a mesma tendência do cenário regional e mesmo estadual, com aumento significativo nos meses de março e abril. Em janeiro foram sete casos confirmados, 61 em fevereiro, 702 em março e 1043 em abril.

A partir de maio, segundo o coordenador da Vigilância Ambiental, Antônio Jorge da Silva Gomes, a tendência é que a curva da transmissão comece a decrescer. “Historicamente a transmissão começa a perder força a partir do mês de maio, que é justamente quando as temperaturas começam a baixar e tem início o período de estiagem”, explicou.

Neste ano, o município confirmou cinco óbitos, sendo um homem (60 anos), morador da região central, uma mulher (82 anos), do Nova Americana, um homem (63 anos), do Jardim Nossa Senhora do Carmo, uma mulher (43 anos), do bairro Antônio Zanaga e uma mulher (68 anos), do Jardim Santa Inês.

Desde a reintrodução do mosquito Aedes Aegypti no estado de São Paulo, no final de 1991, Americana vem mantendo as ações de controle da dengue, por meio de um programa específico, cujas diretrizes são pautadas pelo Ministério da Saúde. Desde então, foram 16 óbitos registrados, sendo um em 2014, três em 2015, dois em 2016, quatro em 2019, um em 2021 e cinco em 2022. A Vigilância Epidemiológica ainda aguarda o resultado de um óbito, que segue sob investigação no Instituto Adolfo Lutz.

O vetor:

O mosquito Aedes Aegypti se reproduz na água limpa e parada. Para evitar a sua proliferação os moradores devem acondicionar corretamente o lixo doméstico, manter sempre bem tampados (vedados) tonéis e caixas d’água, manter as calhas desobstruídas, acondicionar pneus e materiais inservíveis protegidos das chuvas, manter os pratos que ficam sob vasos de plantas sempre secos, podendo utilizar areia grossa até a borda do mesmo, repondo-a sempre que necessário, entre outra medidas sanitárias.

Na prática, todo material que retém água será considerado um criadouro para o mosquito. Por isso é tão importante observar nos imóveis, tanto na área externa quanto interna, se há água parada e eliminá-la imediatamente assim que constatada.  

A doença

Os sintomas da dengue são febre, prostração geral, falta de apetite, dores musculares e articulares, dor no fundo dos olhos, cansaço, fadiga, enjoo, vômito, diarréia, entre outros. Em muitos casos ocorrem manchas vermelhas pelo corpo (chamadas exantemas) e nem todos os sintomas ocorrem ao mesmo tempo.

Há casos, inclusive, cuja manifestação da doença é leve, apenas com um pouco de febre e dor pelo corpo, porém a dengue não causa coriza (nariz escorrendo), situação que é facilmente diferenciada de um resfriado comum.

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