Um homem identificado como Moses Mujurizi foi preso em Uganda, na África, sob a acusação de assassinar 38 pessoas e consumir os restos mortais das vítimas ao longo de 15 anos. Segundo o chefe das Forças de Defesa do país, general Muhoozi Kainerugaba, os crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2025, nos distritos de Masaka, Ibanda e Kazo.
O anúncio da prisão foi feito pelo general na segunda-feira (26), em uma publicação nas redes sociais. Kainerugaba classificou o suspeito como um dos piores assassinos em série da história do país e afirmou que ele será levado a julgamento.
Apesar da repercussão do caso, as autoridades ainda não apresentaram publicamente uma lista das supostas vítimas nem divulgaram provas que confirmem a responsabilidade do homem pelos 38 assassinatos e pelas alegações de canibalismo. As acusações precisam ser apuradas no processo judicial.
Segundo relatos publicados pela imprensa local, o suspeito é investigado por uma série de ataques violentos na região de Grande Masaka. Em alguns episódios, os criminosos teriam invadido residências e atacado os moradores com facões.
Um dos casos que causaram comoção envolveu integrantes de uma comunidade religiosa ligada a um pastor. Nove membros da igreja foram mortos em um ataque na região de Rakai. Outra ocorrência relatada pela imprensa envolveu o assassinato de uma mulher de 52 anos na presença dos dois netos, que teriam sido poupados pelos agressores.
Mujurizi também é apontado em relatos como suspeito de atrair vítimas com promessas de relacionamento antes de atacá-las. A extensão de sua participação nos crimes e a relação entre os diferentes episódios ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.
O caso também chamou a atenção por relatos de que um suspeito com nome semelhante já havia sido detido anteriormente e conseguido escapar ou deixado a custódia em circunstâncias controversas.
Uma reportagem publicada pelo jornal ugandense Daily Monitor em 2013 mencionou um homem identificado como Fred Mujulizi, apontado na época como suspeito de envolvimento em assassinatos na região. O veículo relatou que ele teria sido preso em diferentes ocasiões.






