O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do influenciador fitness e empresário Renato Cariani por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A acusação sustenta que ele teria participado de um esquema de desvio de produtos químicos utilizados na fabricação de entorpecentes. Somadas, as penas previstas para os crimes podem chegar a 51 anos de prisão, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (28).
O caso é investigado desde 2023 e envolve a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani é sócio. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-SP, o esquema teria envolvido a simulação de vendas para empresas que não haviam solicitado os produtos, com o objetivo de ocultar o destino real das substâncias químicas.
De acordo com a acusação, a prática teria ocorrido 59 vezes. Os promotores afirmam que Cariani teria participado da elaboração de pedidos fictícios e autorizado a retirada de produtos que, nos registros comerciais, apareciam como destinados a outras empresas.
Entre as substâncias mencionadas na investigação estão acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e lidocaína, produtos que podem ser utilizados no processamento de drogas como cocaína e crack.
A acusação também menciona mensagens encontradas no celular do influenciador. Segundo os promotores, as conversas indicariam que ele tinha conhecimento sobre o uso dos produtos químicos na fabricação de drogas e mantinha contato próximo com um policial civil ligado à fiscalização dessas substâncias.
Para o Ministério Público, as mensagens e outros elementos reunidos durante a investigação reforçam a suspeita de que o empresário teria atuado para dificultar a fiscalização das atividades investigadas.
A acusação também aponta movimentações financeiras que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para dissimular a origem de valores relacionados às operações suspeitas.






