Vigilância em Saúde de Nova Odessa divulga áreas de risco para carrapato-estrela

A Vigilância em Saúde da Prefeitura de Nova Odessa divulgou a lista de locais ribeirinhos onde são encontrados carrapatos-estrela (Amblyomma cajennense) na cidade e, por extensão, existe o risco de infecção em humanos pela bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre maculosa, doença com alto nível de mortalidade. A bactéria é transmitida ao homem exclusivamente pelo carrapato contaminado.

Além disso, o órgão anunciou que vai reforçar a sinalização visual destes locais, instalando mais placas de alerta, e também produzir panfletos com dicas de prevenção e cuidados com a doença. Estes pontos também terão sua limpeza periódica em menor prazo. Na última sexta-feira (16), por exemplo, técnicos da Secretaria de Saúde promoveram uma reunião de capacitação dos profissionais da Rede Municipal sobre o assunto.

No sábado, a diretora das Vigilâncias em Saúde, Joseane Gomes, prestou esclarecimentos sobre o tema em uma transmissão ao vivo no Facebook da Prefeitura, a partir da Represa Recanto 1 – disponível em https://fb.watch/ldLEAW7Js-/?mibextid=Nif5o. O tema também foi tratado na manhã dessa segunda-feira (19/06) numa reunião multissetorial envolvendo Vigilância Epidemiológica, Setor de Zoonoses e secretarias de Meio Ambiente e de Obras da Prefeitura.

“Além do reforço na sinalização das áreas de risco, estamos reforçando também o treinamento das equipes médica e de Enfermagem da Rede, quanto à atenção aos sintomas e, principalmente, para questionar o paciente febril para saber se ele esteve em uma área de risco nos últimos 15 dias. Essa informação é essencial para orientar o atendimento médico e permitir um tratamento eficaz da doença”, explicou Joseane.

Os locais de risco para a presença do carrapato estrela correspondem às áreas ribeirinhas da cidade, ao longo do Ribeirão Quilombo e dos córregos Palmital, Capuava e Recanto. São elas:
• Chácara no Bairro Las Palmas
• Captação de Água da Coden – Represa Recanto 1
• Captação de Água do Jardim São Jorge
• Estrada do Recanto
• Fazenda Vale Rico
• Represa Recanto 3 – Fazenda Velha
• Pesqueiro no Jardim Nossa Senhora de Fátima
• Rua Guadalajara – Jd. São Jorge/Picerno
• Chácara Recanto Solar
• Represa Recanto – Vale dos Lírios
• Área verde da Rua Alexandre Bassora e suas pontes sobre o Ribeirão Quilombo (Santa Luiza x Fadel e Triunfo x São Jorge)

Segundo a Vigilância Epidemiológica Municipal, Nova Odessa segue sem casos confirmados de febre maculosa em 2023. Em 2022, foram três casos positivos, todos evoluindo para óbito. De acordo com as notificações e as investigações epidemiológicas dos casos, é feita uma pesquisa acarológica e, se encontrado o carrapato contaminado, o local entra para a lista.

Segundo o órgão, é possível encontrar capivaras e carrapatos em todas as áreas de margem do Ribeirão Quilombo, nas três represas da Fazenda Velha, que compreendem os três condomínios (Lírios, Recanto Solar e Pinheiros), e na região do Pós-Anhanguera (Las Palmas, Acapulco e Chácaras Recreio).

Todas essas informações estão no Documento Técnico elaborado pela Vigilância Epidemiológica de Nova Odessa, que é distribuído aos Serviços de Saúde, para conhecimento de todos os profissionais da Rede Municipal.

O QUE É A FEBRE MACULOSA?

A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável. A doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela, comum na região do Cerrado e em áreas degradadas da Mata Atlântica. A presença do transmissor é mais recorrente em beira de rios.

A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa. A infecção acontece após o carrapato ficar fixado na pele do paciente por ao menos quatro horas.

O período de incubação (intervalo entre a data do primeiro contato com a bactéria até o início dos sintomas) da febre maculosa é de 2 a 14 dias. Portanto, é importante considerar as exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.

PRINCIPAIS SINTOMAS

Os principais sintomas da doença são: febre alta e súbita, dor de cabeça, abdominal e muscular e manchas avermelhadas no corpo. Também pode haver erupções no local da picada do carrapato.

A atual época demanda maior atenção, já que, entre junho e novembro, a infestação ambiental por ninfas de carrapato-estrela é alta (o ciclo de vida do carrapato inclui as seguintes fases: ovo, larva, ninfa e adulto).

O QUE FAZER?

Ao notar os sintomas, procure atendimento médico imediatamente. O paciente também deve informar ao médico caso esteve na região afetada pelo recente surto. O tratamento imediato com antibióticos é recomendado para evitar o agravamento do quadro.

“Ao se aventurar em regiões de mata e cachoeira, é importante estar ciente que estamos no período de reprodução do carrapato estrela, ocorrendo o risco de transmissão da febre maculosa através de sua picada. Caso em até 15 dias após este deslocamento, você apresente sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível”, afirma Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

PREVENÇÃO

Embora a febre maculosa seja grave e com alta letalidade, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a doença.

Verificar com frequência se há algum carrapato preso ao seu corpo, usar roupas claras com manga longa, calça comprida e calçado fechado – especialmente para quem estiver em ambientes rurais – são algumas medidas efetivas para a proteção contra o carrapato transmissor. Também é importante evitar transitar em locais com mato alto. Repelentes também podem ser eficazes contra picadas de carrapatos.

ALERTA

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para que as pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no período de 27 de maio a 11 de junho e apresentarem febre e dor pelo corpo, dor cabeça ou manchas avermelhadas pelo corpo, procure atendimento médico imediatamente e informe ao médico que esteve na região.

É importante que todos que frequentaram a Fazenda fiquem atentos aos sintomas e comuniquem ao serviço médico. Essas informações são fundamentais para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença. Além da fazenda onde os eventos foram realizados, as regiões com maior frequência de casos são as de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba.

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