O Parque Ecológico Municipal “Engenheiro Cid Almeida Franco” – Zoo Americana registrou, nesta quinta-feira (28), a postura de quatro ovos de Emu, ave originária da Austrália e considerada a segunda maior do mundo, atrás apenas do avestruz.
De acordo com o biólogo do Zoo Americana, Guilherme Guidolin Galassi, todo o processo segue protocolos específicos para garantir o desenvolvimento adequado dos filhotes. “Assim que os ovos foram encontrados, realizamos a pesagem e a identificação individual de cada um deles, além da transferência para a incubadora, onde permanecerão sob monitoramento constante durante cerca de 55 dias. Esse acompanhamento é fundamental para controlar temperatura, umidade e garantir melhores condições para o desenvolvimento embrionário”, explicou o biólogo.
A secretária de Meio Ambiente, Andréa Cristina Fernandes Gonçales, destacou a importância do trabalho desenvolvido pela equipe técnica do Parque Ecológico na preservação e no cuidado com as espécies. “Cada nascimento representa o resultado do trabalho técnico, do cuidado diário e do compromisso da equipe com o bem-estar animal e a conservação das espécies. Além disso, momentos como esse aproximam a população da importância da conservação da fauna e da educação ambiental”, afirmou a secretária.
Atualmente, o Parque Ecológico conta com dois exemplares de Emu, um macho e uma fêmea. A espécie costuma realizar posturas com maior frequência no mês de maio, mas pode botar ovos ao longo do ano até janeiro, inicialmente em intervalos de dois a três meses, que vão aumentando gradativamente até a pausa reprodutiva.
Segundo a equipe técnica, até o momento não houve nascimento de filhotes no Zoo Americana. No ano passado, os ovos permaneceram com os pais para incubação natural, mas não apresentaram desenvolvimento embrionário. Já no ano retrasado, os ovos foram encaminhados para chocadeira e também não houve desenvolvimento. A verificação da fertilidade é realizada regularmente, embora a ovoscopia seja dificultada pela espessura da casca e pela coloração verde-escura dos ovos, que impedem a passagem adequada da luz.
Quando os ovos não apresentam desenvolvimento embrionário, eles são esvaziados e posteriormente utilizados em atividades de educação ambiental promovidas pelo Parque Ecológico.






