Registros divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontam que o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes, possuía um Cadastro de Pessoa Física (CPF) ativo no Brasil. Os documentos também indicam que ele teria tentado obter cidadania brasileira.
A informação surge em meio à divulgação de novos arquivos relacionados ao caso, que continuam sendo analisados por autoridades e pela imprensa internacional.
Jeffrey Epstein foi um bilionário norte-americano que ganhou notoriedade mundial após ser acusado de comandar um esquema de exploração sexual de adolescentes. Entre 2002 e 2005, ele teria abusado de menores ou recrutado garotas para realizar atos sexuais em suas residências, pagando centenas de dólares às vítimas.
Segundo investigações, o esquema envolveu mais de 250 meninas, muitas delas em situação de vulnerabilidade. Epstein chegou a se declarar culpado, em 2008, por acusações relacionadas à exploração de menores na Flórida, após um acordo judicial controverso que gerou críticas por ser considerado brando.
Anos depois, o caso voltou à tona com novas denúncias de tráfico sexual e associação criminosa. Epstein foi preso novamente em 2019, mas morreu enquanto aguardava julgamento em uma prisão federal de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio.
Os documentos agora revelados indicam que Epstein mantinha um CPF regular no país e teria buscado formas de estabelecer vínculos legais com o Brasil, incluindo a tentativa de obter cidadania. Ainda não há detalhes sobre quando o documento foi emitido, se chegou a ser utilizado ou quais eram os objetivos do financista no país.






