O ginecologista e ex-deputado estadual Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (6), acusado de abusar sexualmente de uma paciente durante o trabalho de parto em Teixeira Soares. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná como estupro de vulnerável.
Segundo a investigação, a mulher procurou a polícia após ver reportagens sobre outras vítimas que também denunciaram o médico nas últimas semanas. Ao menos três mulheres de cidades vizinhas já haviam relatado casos semelhantes envolvendo o ginecologista.
De acordo com o depoimento da vítima, o abuso aconteceu enquanto ela realizava um exame antes do parto. A mulher afirmou que Felipe Lucas passou cerca de cinco minutos tocando sua genitália sob o argumento de que se tratava de um procedimento médico normal. A violência só teria parado quando uma enfermeira entrou na sala.
A Polícia Civil enquadrou o caso como estupro de vulnerável por entender que, durante o trabalho de parto e o atendimento médico, a paciente estava em situação de extrema vulnerabilidade e sem condições de oferecer resistência.
Felipe Lucas foi localizado e preso em Curitiba. A Justiça decretou prisão preventiva, sem prazo determinado para soltura. No entanto, devido à idade avançada do médico, existe a possibilidade de que ele seja transferido futuramente para prisão domiciliar.
O ginecologista já responde a outro processo por violação sexual mediante fraude após denúncias feitas por pacientes em Irati. Investigadores afirmam que os relatos apresentam um possível padrão de comportamento repetido ao longo dos anos.
Em nota, a defesa do médico negou as acusações e afirmou que a prisão é “ilegal” e baseada em “alegações falsas”.






