Operação “Fallax” mira esquema milionário de fraudes bancárias e cumpre mandados na região

Imagem: BAEP

Ação conjunta entre forças de segurança investiga organização criminosa que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões

Uma operação de grande porte foi deflagrada nesta quarta-feira (25) para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes como estelionato e lavagem de dinheiro. A ofensiva, batizada de Operação Fallax, é conduzida pela Polícia Federal com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9).

A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Na região, há ações em bairros de Americana, Limeira e Rio Claro, incluindo Jardim Imperador, Nova Americana, Jardim Brasília, Parque Egisto Ragazzo e Jardim América.

As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de um esquema estruturado que envolvia a cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas de fachada para viabilizar movimentações ilegais. Segundo as apurações, colaboradores inseriam dados falsos em sistemas bancários, permitindo saques e transferências indevidas.

Os valores obtidos eram posteriormente “lavados” por meio da aquisição de bens de alto valor e também convertidos em criptoativos, dificultando o rastreamento. O prejuízo estimado pode ultrapassar R$ 500 milhões.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões. Também foram autorizadas medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

O nome da operação, “Fallax”, faz referência à natureza fraudulenta do esquema, marcado pela utilização de estruturas empresariais com aparência legal para encobrir atividades ilícitas. A atuação integrada das forças de segurança busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também enfraquecer financeiramente o grupo criminoso.

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