Suspeitos presos por roubo em condomínio não estavam no local do crime, afirma defesa

De acordo com documentos reunidos, Clóvis Costa estava realizando um ecocardiograma no momento do crime, enquanto seu filho Wallison Costa realizava um serviço de frete de Nova Odessa a Itapevi

Acusados de participação no roubo de uma residência no condomínio Terras do Imperador, em Americana, Clóvis Conceição e Wallison Augusto Costa, pai e filho, podem ser inocentes. Isso porque, segundo a defesa de ambos, eles não estavam no local do crime no momento em que ele ocorreu.

De acordo com o advogado Dinael de Souza Machado Júnior, em petição no inquérito policial, um dos suspeitos, Clóvis, de 50 anos, realizava um ecocardiograma no Núcleo de Especialidades de Americana na manhã do dia 30 de julho no horário em que o assalto teria ocorrido.

Registros apontariam que ele teria saído de sua casa no Jardim Terramérica às 11h17 para uma consulta que, originalmente marcada para o período da tarde, havia sido reagendada para as 11h30. Documentos emitidos pela Secretaria Municipal de Saúde confirmam que Clóvis estava mesmo sendo atendido pelo médico cardiologista Rodrigo Takabe Arruda às 11h33 daquela manhã.

Um deslocamento de nove quilômetros entre o local de atendimento de Clóvis e o condomínio em que o assalto foi realizado seria necessário, o que equivaleria a uma distância de cerca de 15 minutos entre os pontos.

Já em relação à Wallison, de 21 anos, a defesa alega que ele estava realizando um serviço de frete de Nova Odessa para Itapevi. A respeito da realização do serviço, haveriam documentos com comprovante de pagamento, fotografias e até trocas de mensagens via Whatsapp que corroborariam a sua versão. O suspeito teria saído de Nova Odessa às 8h e só retornado de Itapevi para Nova Odessa a partir das 12h.

De acordo com a hipótese levantada, a suspeita da ligação de ambos com o crime teria sido acarretada pelo fato de que os dois haviam realizado um serviço de frete no condomínio Terras do Imperador um dia antes. Suas imagens, mostradas à vítima do assalto ao lado de fotografias de outros dois homens, teriam sido então reconhecidas.

Em carta aberta, o jovem Willian Lázaro Costa, filho de Clóvis e irmão de Wallison, afirmou: “Meus dois familiares estiveram no local onde ocorreu o delito na data de 19 de julho de 2022, ou seja, data que antecedeu os fatos, para realizar um serviço de carreto, em virtude de terem sido contratados por uma pessoa chamada “PRISCILA” para carregar alguns móveis na loja “MÓVEIS URBAMIL”, situada em Americana/SP, e levá-los até o referido condomínio, oportunidade em que passaram regularmente pela portaria, fazendo todo cadastro de identificação”.

“Inclusive, não temos dúvidas de que foi esse fato gerou suspeita de que ambos poderiam estar envolvidos no assalto que ocorreu dias depois, especialmente, após serem disponibilizadas fotografias de visitantes e prestadores de serviço para a vítima tentar identificar os possíveis autores do crime”, comentou a respeito do que considera ser um equívoco de reconhecimento.

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