Mato alto, risco à saúde e lazer comprometido: moradores cobram ação urgente da prefeitura em Santa Bárbara d’oeste

Moradores registram a situação. Imagem: Reprodução.

Praças abandonadas, serviço pago por moradores e aumento de animais peçonhentos reforçam apelo por medidas imediatas do poder público.

Moradores de diferentes bairros de Santa Bárbara d’Oeste voltaram a denunciar o avanço do mato alto em áreas públicas e cobram uma resposta mais efetiva da administração municipal. A situação, tem dificultado o uso de espaços de lazer, aumentado o risco à saúde e provocado revolta na população.

Na praça do bairro Santa Rita, quadra, brinquedos e acessos estão tomados pela vegetação. Moradores relatam que o problema persiste desde o fim de 2025 e denunciam o aparecimento de escorpiões e cobras nas proximidades das casas. Na Praça da Migração, no Jardim Pérola, o cenário se repete, com mato alto impedindo o uso dos brinquedos e dos bancos. Em protesto, uma placa com a frase “proibido caçar onça neste local” foi instalada para chamar a atenção do poder público.

A insatisfação ganhou um novo capítulo após um leitor encaminhar à reportagem do Jornal Americanense um vídeo que mostra um profissional realizando o corte do mato nas imediações do condomínio Graviola. Segundo as informações, o serviço foi custeado com recursos dos próprios moradores, por iniciativa da síndica, diante da demora por uma solução. A medida evidencia o sentimento de abandono e a necessidade urgente de manutenção das áreas públicas.

O cenário contrasta com ações adotadas no passado pelo município. Em 2005, a Prefeitura informou que recebia até dez reclamações diárias sobre mato alto e entulho e que realizava notificações com prazos e possibilidade de multa para garantir a limpeza.

Em nota, a administração municipal afirmou:

“A Prefeitura informa que, em virtude do período chuvoso, o crescimento do mato e da grama ocorre de forma mais rápida. Diante dessa situação, os serviços de manutenção foram intensificados. O Município mantém um cronograma permanente, elaborado pelos setores responsáveis, que contempla o atendimento de todas as áreas que necessitam dos serviços.”

Apesar do posicionamento, moradores dizem que ainda não perceberam melhorias nos pontos mais críticos e pedem transparência na divulgação do cronograma de roçagem.

A manutenção das áreas verdes é uma questão de saúde pública, segurança e qualidade de vida. Sem ações rápidas e visíveis, espaços que deveriam promover lazer e convivência continuam se transformando em motivo de preocupação para a população.

Moradores denunciam e pagam por serviço que deveria ser público.

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