Denis Andia destaca bagagem na Secretaria de Mobilidade Urbana e surge como possível pré-candidato a deputado

Em entrevista ao JA, Denis Andia, secretário nacional de Mobilidade Urbana e ex-prefeito de Santa Bárbara d’Oeste, destacou a bagagem adquirida à frente da pasta em Brasília, a articulação com prefeitos, parlamentares e equipes técnicas do governo federal e a importância da representatividade política para ampliar investimentos nos municípios. Durante a conversa, Andia também avaliou o cenário eleitoral e afirmou que uma eventual pré-candidatura a deputado federal em 2026 surge como um caminho natural diante da experiência acumulada e do trabalho desenvolvido na liberação de recursos para a região.

JA: Qual é a importância de Santa Bárbara do Oeste contar com um representante no Congresso Nacional?

Denis Andia: Olha, é uma importância grande.

Hoje, a minha função em Brasília, que não é de deputado, mas é uma função que permite trazer recursos de diversas áreas para a cidade, tem ajudado muito o desenvolvimento em algumas áreas que são necessárias, onde os recursos da prefeitura não são suficientes para fazer o investimento.

Na área de habitação, por exemplo, obviamente a prefeitura não vai tirar recurso do cofre público para fazer moradia se existem programas estaduais e federais que disponibilizam recursos para isso.

O que eu fiz? Eu trouxe recursos de Brasília. A gente vai ter 248 moradias que já estão contratadas ali perto da Vila Rica, então é um novo empreendimento. É mais um empreendimento de moradia popular.

Lembrando que, nos últimos tempos, quando eu comecei como prefeito lá em 2013, a gente tinha mais ou menos uns 20 ou 22 anos sem nenhum empreendimento de moradia popular. O último tinha sido o Romano. Então eu tive a oportunidade de conseguir 1.320 moradias, que é o Bosque das Árvores.

Depois, no meu período como prefeito, ainda consegui, junto ao Governo do Estado de São Paulo, pela CDHU, todas essas unidades que foram entregues agora recentemente aqui em Santa Bárbara do Oeste, ao lado do Conjunto Roberto Romano. Aquilo vem da minha época de prefeito.

A gente teve um trabalho enorme durante o meu mandato, que foi regularizar aquela área, porque onde foi construído era uma área conjugada com o Conjunto Roberto Romano, que precisou ser destacada. Foi todo um trabalho burocrático de documentação para aquela área poder ser liberada.

O empreendimento avançou. Anteriormente eram 200 unidades; durante o meu período, a gente transformou em 400, que acabou virando, na prática, 372. Mas é um trabalho que vem da minha época também.

E agora, mais uma contribuição com a habitação, que são essas 248 unidades do Minha Casa, Minha Vida. A previsão de entrega é de aproximadamente dois anos, 24 meses a partir do início da obra. Como a obra está começando agora, eu espero que em dois anos, ou até menos, estejam entregues.

“Falando tudo isso para dizer que, de Brasília para cá, eu tenho feito, às vezes, o papel de deputado, nesse papel de ser aquele que traz recursos para a cidade, para a região e para outras cidades também.”

Eu estou no Ministério das Cidades. É um ministério comandado pelo MDB. O MDB me nomeou tecnicamente pelo trabalho que eu fiz na mobilidade urbana aqui de Santa Bárbara e pelo conhecimento da Região Metropolitana de Campinas. Essa bagagem toda me colocou como um nome interessante para ocupar essa vaga, que é uma vaga técnica.

Ao longo desse período, eu tenho trabalhado naquilo que tem lá. Dentro do Ministério das Cidades, nós temos mobilidade, que é a minha área, onde eu assino e libero recursos; saneamento, ou seja, água e esgoto; e habitação, que também está nesse ministério.

Então eu tenho, vamos dizer, uma conversa interna com as pessoas, com o meu próprio partido, com esse network do MDB, que permite não apenas investimentos aqui em Santa Bárbara e na região, mas também investimentos em todo o estado de São Paulo. Muitos desses investimentos têm recursos da minha secretaria.

Inclusive, recursos de grandes projetos que o estado de São Paulo tem junto com Brasília, com o governo federal. Todas as maiores linhas de metrô, novas ou em expansão, o Trem Intercidades que está saindo lá de São Paulo, o túnel Santos-Guarujá, tudo isso tem participação nossa.

São projetos importantes que também me dão a oportunidade de aprender com esse tamanho de projeto, mas, sobretudo, me dão hoje a oportunidade de estar em Brasília e de conversar e trazer recursos não apenas dessas áreas, mas também da área da saúde.

Por exemplo, Santa Bárbara do Oeste tem uma UBS que está sendo construída e outra vai começar daqui a pouco. Dois novos postos de saúde, com recursos que eu consegui em Brasília, e a prefeitura vai realizar a obra.

Uma nova escola também, com recursos que eu consegui em Brasília. Então, estar em Brasília, numa posição estratégica como eu estou, amplia muito o network e amplia muito o conhecimento de como funciona e onde estão os recursos para a gente poder mandar para as cidades.

JA: Pensando nesse cenário, Denis, podemos falar em pré-candidatura a deputado federal em 2026?

Denis Andia: Olha, é um caminho natural. Eu fui candidato em 2022, tive uma excelente votação. Poucos tiveram uma votação desse tamanho: 75 mil votos. Faltaram 4 mil votos de diferença para eu estar hoje dentro da Câmara Federal.

O fato de eu passar por onde eu estou hoje me dá um conhecimento e uma bagagem muito maior. E me aproximo, inclusive, de assumir a vaga no ano que vem, antes das eleições. Eventualmente, se eu for candidato, esse é o caminho natural, a deputado federal.

Isso me dá a possibilidade, caso eleito, de representar muito melhor a nossa região, porque eu vou ter todo esse network a favor, o conhecimento das equipes técnicas que o governo federal tem em vários ministérios, aquelas pessoas que, independentemente do governo que entra ou sai, continuam lá, carregando o piano. Essas pessoas eu conheço. A facilidade de conversar tecnicamente com todos é muito maior.

Na minha função hoje, eu recebo muitos prefeitos do Brasil inteiro, do estado de São Paulo, do interior, mas recebo também muitos deputados e senadores, que precisam dialogar comigo para liberação de recursos.

Dos 513 deputados federais, acho que uns 300 eu já conversei. Ou seja, é uma relação que, ao chegar na Câmara Federal como deputado eleito, certamente me dará um outro ambiente de trabalho.

Eu vou ter, com certeza, a possibilidade de assumir presidências de comissões, relatorias de projetos importantes, coisa que eu não teria se eu entrasse direto como ex-prefeito. Eu seria talvez apenas mais um entre outros.

Tenho certeza absoluta de que, se eu tiver a oportunidade de ser eleito deputado federal, eu vou ter uma bagagem que talvez, e aqui é só a minha opinião, nenhum outro deputado que já exerceu mandato tenha. Porque hoje eu percebo que tem muito deputado que não conhece como é o enredo dentro do Executivo. Esse é um conhecimento que eu passei a ter.

Se vier a acontecer a candidatura e, se vier a acontecer a eleição, se Deus assim desejar, eu tenho certeza de que vou fazer um mandato muito robusto, com muita relevância dentro do Congresso e com uma capacidade de articulação e de trazer recursos para cá muito maior do que eu tinha há três anos atrás. Isso independe de política, independe de partidos. É construção através do trabalho, de experiência e de visão.

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