A policial militar Gisele Sampaio, encontrada morta na quarta-feira (18) no bairro do Brás, na região central de São Paulo, enviou uma mensagem ao pai pouco antes de morrer pedindo ajuda. O caso, inicialmente registrado como suicídio, agora é investigado como morte suspeita após relatos da família sobre um histórico de violência psicológica e controle no relacionamento com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto.
Na mensagem, a policial escreveu: “Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais”, em referência ao relacionamento conjugal. Segundo familiares, desde que passou a morar com o marido, ela teria sofrido restrições relacionadas a roupas, maquiagem e contato com outras pessoas, além de mudanças perceptíveis no comportamento.
Parentes afirmam ainda que a filha da policial, de 7 anos, teria presenciado episódios de conflito entre o casal. A família contesta a versão apresentada pelo tenente-coronel, que declarou que a mulher teria tirado a própria vida após ele comunicar a intenção de se separar.
De acordo com os familiares, havia, na verdade, receio por parte dele em relação a uma possível separação. Eles também relatam a existência de um vídeo em que o oficial aparece apontando uma arma para a própria cabeça, o que, segundo os parentes, demonstra um contexto de tensão e instabilidade no relacionamento.






