Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta quinta-feira (26), cerca de 30 anos após o acidente aéreo que matou o grupo no auge do sucesso. Os restos mortais serão cremados como parte de uma homenagem póstuma que prevê a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, em Guarulhos, no Cemitério Primaveras.
Serão exumados os corpos de Dinho (Alecsander Alves), Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Samuel Reoli. As cinzas resultantes da cremação serão utilizadas em cerimônias que combinam as cinzas com sementes de espécies nativas, permitindo o plantio de árvores em homenagem aos artistas.
O projeto do memorial busca criar um espaço permanente de recordação para fãs e familiares, unindo homenagem cultural e preservação ambiental.
Relembre o acidente
O grupo morreu em 2 de março de 1996, quando o avião Learjet que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, na região metropolitana de São Paulo, durante a tentativa de pouso. A aeronave retornava de um show em Brasília e se preparava para aterrissar no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.
O acidente não deixou sobreviventes e chocou o país, já que os Mamonas Assassinas viviam o auge da popularidade, com músicas que misturavam humor, rock e diversos estilos brasileiros, tornando-se um fenômeno cultural dos anos 1990.
Três décadas depois, a homenagem pretende manter viva a memória dos artistas que marcaram uma geração.






