A brasileira Gláucia Fekete relatou ter escapado, ainda na adolescência, de um possível envolvimento com o esquema internacional associado ao financista norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de exploração sexual de menores.
Segundo relato da própria Gláucia, aos 16 anos ela sonhava em seguir carreira na moda quando recebeu um convite para participar de um concurso de modelos no Equador. A promessa era tentadora: um prêmio de 300 mil dólares e a oportunidade de sair do país já com encaminhamento para trabalhar em Nova York.
De acordo com a brasileira, o recrutador francês Jean-Luc Brunel teria ido pessoalmente à casa da família para conversar com os pais e tentar convencê-los a autorizar a viagem internacional. Brunel foi posteriormente acusado por diversas mulheres de estupro e assédio. Ele foi preso na França em 2020, em meio às investigações relacionadas ao caso Epstein.
Gláucia contou que chegou a participar do concurso no Equador. No entanto, a decisão que, segundo ela, mudou o rumo da história partiu da mãe, que se recusou a permitir que a filha seguisse para Nova York.
“Criei meus filhos com tanto amor e carinho e aí vou largar na mão de quem eu não conheço?”, disse a mãe, ao justificar a negativa.
Anos depois, com a repercussão internacional das denúncias envolvendo Epstein e seus associados, Gláucia passou a enxergar o episódio como um livramento. O caso reforça os alertas sobre propostas aparentemente promissoras feitas a jovens que desejam ingressar no mercado da moda internacional.






