Mensagens enviadas pelo tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, revelam um discurso de controle e submissão no relacionamento.
Em uma das conversas, ele afirma que se via como um “macho alfa” e que esperava da companheira um comportamento de obediência. “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa. Com amor, carinho, atenção e autoridade de macho alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser”, escreveu.
Em outro trecho, o oficial reforça a divisão que impunha na relação: “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”.
As mensagens também mostram momentos de tensão entre o casal. Em uma conversa, Gisele afirma que o marido havia deixado de ser um “príncipe”. Em resposta, ele eleva o próprio tom e diz que seria mais do que isso: “Sou Rei, Religioso, Honesto, Trabalhador, Inteligente, Saudável, Bonito, Gostoso, Carinhoso, Romântico, Provedor, Soberano”.
O conteúdo reforça, segundo investigadores, indícios de um relacionamento marcado por controle e possível violência psicológica.
O caso veio à tona após a morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos. A Justiça Militar decretou a prisão de Geraldo Neto nesta quarta-feira (18). Laudo pericial aponta que a policial foi surpreendida por trás, imobilizada e morta com um tiro na têmpora, além de indicar possível manipulação da cena do crime para simular outra situação.






