Redação Jornal Americanense

Em entrevista ao JA, Secretário de Educação conta os futuros projetos da gestão para Americana

Vinicius Ghizini é Secretário de Educação de Americana na gestão Chico Sardelli (PV) e tem formação em História pela USP com mestrado em História Social pela Unicamp. Em entrevista ao JA, Ghizini contou um pouco de sua trajetória até assumir a pasta e os principais desafios enfrentados no dia a dia.

Por que você escolheu esse curso?

Foi influência do professor Sidney. Ele foi meu professor de história no Ensino Médio e despertou em mim essa curiosidade científica para entender o ser humano ao longo do tempo. Comecei a estudar história pelo conteúdo e por saber que o historiador eventualmente vai parar em uma sala de aula. No segundo ano de faculdade comecei a dar aulas em um projeto de cursinho popular. Nós atendemos mais de mil alunos da periferia de São Paulo gratuitamente. Eu sempre gostei de estar em contato com os alunos na parte de diálogo e construção. Eu sempre saí energizado da sala de aula.

Como se deu essa participação política na cidade de Americana?

O cargo no Executivo que assumi pela primeira vez foi na gestão do Omar, em 2017, em grande parte pela minha atuação no município como professor. Cheguei a ser Secretário de Governo. Participei do núcleo que estava mais próximo do Chico desde a campanha e quando ele me convidou para a Secretaria de Educação, me senti bastante realizado por conseguir conciliar dois aspectos da minha vida: uma participação na gestão pública dentro da minha área de formação, que é a educação.

Como tem sido essa experiência como Secretário de Educação?

Desafiadora e transformadora. São 14 mil alunos, 2 mil funcionários e 54 unidades. Todo dia a gente realiza um grande evento. Todos os dias temos uma expectativa que o transporte tem que passar no lugar certo; ao chegar na unidade tem que estar com a limpeza em ordem; tem que ter alimentação, professor na sala de aula, material didático, equipamentos, ferramentas de informática. Todo dia é um evento que tem que dar certo. E tem dado. Eu tenho sentido todos os dias essa transformação. Nós acabamos de fazer uma Semana da Educação com três dias de diálogo, debate, palestra e sentimos o momento positivo que a gente vive. A educação de Americana voltou para um patamar de excelência.

Há algum tempo Americana chegou a anunciar um parque similar ao Mundo das Crianças, em Jundiaí. Como anda o desenvolvimento desse projeto?

Nós vamos fazer um complexo educacional que envolve diversos aspectos: anfiteatros, salas para formação, salas de mídia, espaço para formação de professores, locais para que a nossa equipe pedagógica possa desenvolver projetos e experiências e um centro administrativo que concentre as ações da Secretaria e seja uma referência para a população. Além disso, teremos uma sala de lazer aberta para a população e que tenha essas diretrizes da primeira infância, com equipamentos que tenham também um cunho pedagógico. 

Há previsão para entrega do projeto como um todo?

Nós vamos fazer uma obra com segurança. O prefeito Chico sempre diz: cada recurso investido na educação é um recurso sagrado. Nós não podemos dar espaço para o erro. Temos que ter cautela para fazer uma obra bem feita, que tenha um prazo curto, mas que tenha funcionalidade e dentro de uma racionalidade de cronograma de custos. Nós queremos entregar ainda nesta gestão, mas sem nenhuma aventura. A construção será na Avenida da Saúde. É uma área institucional, próxima a um hotel e um colégio.

Uma das prioridades da Secretaria é trazer a escola cívico-militar para Americana?

O prefeito Chico tem um diálogo muito bom com o governador Tarcísio. Assim que o governador fez uma publicação falando da intenção de ter o projeto no estado de São Paulo, o prefeito colocou Americana à disposição para que seja considerada a possibilidade de termos uma unidade aqui para ser uma alternativa para as famílias que assim desejarem.

“Eu lecionei história para o pessoal que ingressaria nas escolas militares. Nunca tive qualquer interferência no conteúdo”

Qual motivo você atribui ao fato do tema ter causado polêmica na opinião pública?

Por preconceitos ideológicos. Eu lecionei história para o pessoal que ingressaria nas escolas militares. Nunca tive qualquer interferência no conteúdo. Sempre tive total liberdade para aplicar o conteúdo desde que estivesse no programa. Tive alunos muito aplicados, muito à vontade para aprender. Pode ser que existam famílias ou alunos que não não tenham esse perfil, mas elas sempre terão a opção da rede regular. Quem acredita em uma pluralidade em uma rede de ensino, tem que permitir à população um acesso também a um sistema de ensino plural. Trata-se de um modelo muito mais ligado ao desenvolvimento de aspectos cívicos de formação cidadã do que à interferência no conteúdo programático, estabelecido por legislação na BNCC e pela LDB.

O que você destaca na sua atuação de três anos para cá?

Eu apontaria três eixos: a nossa rede está com escolas que voltaram a ter manutenção e obras, bem cuidada; a nossa rede está mais motivada porque nós retomamos direitos dos servidores que estavam interrompidos (o pagamento do plano de carreira, psico nacional do Magistério) e tivemos uma valorização formacional muito importante, voltamos a ter concursos públicos e contratar servidores públicos; e a nossa rede está mais acessível à população, principalmente na questão de demanda de creche. 

Pensando nas eleições do próximo ano, há alguma ambição pessoal de candidatura ao legislativo?

O prefeito Chico nos deu a missão de trabalhar para que a gestão dê certo. Nós queremos entregar uma educação em um patamar muito elevado. Temos trabalhado para isso. O calendário eleitoral em nenhuma hipótese está em minha cabeça. O calendário que está na minha cabeça é o calendário escolar.

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