
Investigados na Operação Fallax são apontados pela Polícia Federal como peças-chave em esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro com atuação em diversos estados
A Justiça manteve a prisão do empresário Thiago Branco de Azevedo, conhecido como Thiago Ralado, da esposa Juliana Iglesias e do cunhado, o pastor Júlio Ricardo Iglesias Oriolo, após audiência de custódia realizada na sexta-feira (27). O trio havia se apresentado voluntariamente à Polícia Federal em Piracicaba e, após a decisão judicial, permanece detido.
Segundo as investigações, Thiago é apontado como peça central de uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A apuração indica que ele seria responsável por intermediar o contato entre o grupo e uma rede de “laranjas”, utilizada para abrir empresas com documentos falsos, muitas vezes em nome de pessoas que sequer tinham conhecimento do uso indevido de seus dados.
A estrutura, conforme a PF, permitia a obtenção de empréstimos bancários de forma fraudulenta, além da movimentação e ocultação de recursos ilícitos. A investigação teve início em 2024, após indícios de um esquema organizado de fraudes financeiras, que pode ter contado, inclusive, com a participação de funcionários de instituições bancárias.
Outro nome citado entre os investigados é Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, que também aparece no inquérito conduzido pela PF.
Thiago e Júlio serão encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Piracicaba, enquanto Juliana será levada para a penitenciária feminina de Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu.
A apresentação do trio ocorreu dois dias após a deflagração da operação, realizada na quarta-feira (25), com mandados cumpridos em Americana e Santa Bárbara d’Oeste. A ação investiga um suposto esquema milionário de fraudes financeiras com ramificações em diferentes estados do país.






