Anel perdido, tortura e ameaças: quem é a empresária acusada de agredir empregada grávida no Maranhão

Empresária e policial militar viraram réus por tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto após denúncias de violência contra jovem doméstica de 19 anos

Empresária acusada de agredir empregada grávida. Foto: Reprodução / Instagram

A Justiça do Maranhão recebeu denúncia do Ministério Público contra uma empresária de 36 anos e um policial militar acusados de torturar uma empregada doméstica de 19 anos, que estava grávida de seis meses na época dos fatos. O caso, ocorrido em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, ganhou repercussão nacional pela gravidade das acusações e pelos detalhes apresentados na investigação.

Segundo o Ministério Público, a jovem havia sido contratada de forma temporária para trabalhar na residência da empresária. O episódio de violência teria começado após a patroa suspeitar que a funcionária havia furtado um anel. No entanto, conforme a investigação, o objeto foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas, onde teria sido esquecido pela própria dona da casa.

Mesmo sem a confirmação do suposto furto, a denúncia aponta que a empregada foi submetida a agressões físicas e psicológicas para que confessasse um crime que não havia cometido. O policial militar, que também responde ao processo, é acusado de participar das sessões de violência.

De acordo com o inquérito, a vítima relatou ter sofrido socos, puxões de cabelo, chutes e ter sido jogada ao chão durante as agressões. Ela também afirmou que recebeu ameaças de morte caso procurasse a polícia. Ainda segundo o Ministério Público, os acusados chegaram a cogitar dopar a jovem para levá-la escondida até um sítio, onde ela seria executada.

Áudios anexados à investigação reforçam as acusações. Em uma das gravações, a empresária relata as agressões e afirma que sua mão teria ficado inchada devido à intensidade dos espancamentos.

Os dois acusados foram presos preventivamente e respondem pelos crimes de tortura física e psicológica, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto. A defesa da empresária informou que ela irá responder às acusações dentro do devido processo legal. Já a defesa do policial militar não havia se manifestado até a última atualização do caso.

O processo seguirá em tramitação na Justiça maranhense, que analisará as provas reunidas durante a investigação e ouvirá testemunhas antes do julgamento.

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