
A Rede de Combate ao Câncer de Santa Bárbara d’Oeste realizou, na noite de 23 de setembro, o primeiro encontro do Cuidado Plural, iniciativa que busca ampliar o diálogo sobre prevenção do câncer, acesso à saúde, acolhimento e cuidado da população LGBTQIAPN+.
A data trouxe ainda um significado especial para o encontro: 23 de setembro é o Dia Nacional da Visibilidade Bissexual, uma oportunidade de reafirmar a importância da visibilidade, do respeito à diversidade e do acesso de todas as pessoas a um cuidado em saúde seguro e acolhedor.
O encontro reuniu 18 participantes, em sua maioria pessoas LGBTQIA+, em uma noite marcada pela escuta, troca de experiências e construção conjunta. A proposta foi apresentar o Projeto Cuidado Plural, explicar a pesquisa que integra a iniciativa e, principalmente, abrir espaço para que as próprias pessoas compartilhassem suas vivências, percepções, necessidades e sugestões.
O Cuidado Plural nasceu de uma pergunta simples e necessária: como podemos construir ações de prevenção do câncer e cuidado em saúde que realmente considerem as diferentes histórias, experiências e necessidades das pessoas LGBTQIAPN+?
Em vez de falar sobre a comunidade sem ouvi-la, a proposta é escutar, aprender, produzir conhecimento e construir caminhos conjuntamente. Por isso, o projeto reúne três movimentos importantes: escuta, pesquisa e construção coletiva.
Para ampliar essa escuta, também foi apresentado o site www.cuidadoplural.org.br, que reúne informações sobre a iniciativa e disponibiliza a pesquisa. Qualquer pessoa pode acessar, conhecer o projeto e compartilhar a pesquisa.
Quanto mais pessoas participarem, mais será possível compreender diferentes experiências e necessidades relacionadas à prevenção do câncer e ao acesso à saúde. Por isso, a Rede de Combate ao Câncer convida a população LGBTQIAPN+, familiares, profissionais de saúde, organizações, coletivos, instituições e toda a sociedade a conhecer, participar e divulgar o Cuidado Plural.
Durante o primeiro encontro, foram compartilhadas questões relacionadas ao acolhimento nos serviços de saúde, constrangimentos vivenciados durante atendimentos, importância da escuta especializada, capacitação dos profissionais, linguagem inclusiva, abordagem clínica, acesso à informação sobre prevenção e identificação de serviços preparados para receber a população LGBTQIAPN+.A atividade também contou com a participação on-line do educador Anderson Sousa dos Santos, que trouxe uma reflexão sobre memória LGBTQIA+, cultura e a importância dos movimentos sociais para o futuro.
O primeiro encontro não representa um ponto de chegada, mas o início de uma jornada. A partir das contribuições recebidas e das respostas da pesquisa, a proposta é organizar as informações, analisar os dados e retornar ao grupo para compartilhar os primeiros resultados e conversar novamente sobre os próximos caminhos.
“Não queremos falar pela comunidade. Queremos ouvir, aprender e construir junto. O primeiro encontro nos mostrou que existe muito a ser compreendido e que essa conversa precisa continuar.” A afirmação é da superintendente da Rede de Combate ao Câncer e coordenadora do Cuidado Plural, Carla Eliana Bueno, que reforça que a iniciativa pretende manter aberta uma construção baseada na escuta e no diálogo.
Para a Rede de Combate ao Câncer, cuidar também é escutar, reconhecer diferenças, enfrentar barreiras e construir espaços onde cada pessoa possa se sentir respeitada e acolhida.
Conheça, participe e compartilhe o Cuidado Plural:
www.cuidadoplural.org.br






