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Jussania Oliveira: O que a sexualidade tem a ver com a autoestima?

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Sexualidade e autoestima: você pode estar se perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra. E eu vou te responder que absolutamente tudo.

A nossa autoestima influencia nossa maneira de pensar, reagir e se comportar. Ela também determina nossa segurança e confiança em nós mesmos e em nossa capacidade de realizar coisas.

Portanto, se você não tiver uma boa autoestima, isso também comprometerá sua sexualidade.

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De que maneira? Das mais variadas.

Você pode não se sentir à vontade ao se despir por considerar que seu corpo não corresponde ao padrão imposto pela sociedade atual, daquilo que é considerado bonito e atraente.

Aqui vamos fazer um parêntese: vivemos em uma sociedade que cria padrões para absolutamente tudo. Como deve ser o seu cabelo, o formato de seus lábios (ambos), o tamanho das mamas e do bumbum, o tamanho do pênis, que roupas cada determinada faixa etária deve vestir, como ser “bem sucedido “, qual os bens que você deve possuir, rendimento e por aí vai.

E aí eu te pergunto: de acordo com o padrão de corpo e beleza estipulado pela sociedade, qual a porcentagem de homens e mulheres que conseguem corresponder?

E, de que maneira são influenciadas as pessoas que não correspondem este padrão?

Aliás, eu penso que vivemos em um tempo em que tudo, ou quase tudo, é feito para que você se sinta feio(a), fracassado (a), inadequado (a), infeliz.

Mas voltando, se você não gostar do seu corpo, na hora do sexo você vai tentar escondê-lo, vai se incomodar se a parceria tocar em alguma região que você não gosta ou acha feia, vai limitar as posições e variações sexuais que não “favoreçam” o seu corpo, pode querer namorar sempre no escuro, não vai acreditar em nenhum elogio que a parceria fizer, pode sofrer uma drástica diminuição do seu desejo, não conseguir se excitar e, consequentemente, não atingir o orgasmo… Enfim, podem acreditar, a baixa autoestima pode causar um grande estrago em sua sexualidade, em seu bem estar, em sua saúde mental.

Sim, você, eu e a maioria de nós não correspondemos este padrão insano e absurdo de beleza. E daí? Vamos transformar nossa vida em uma sucessão de frustrações? Vamos deixar de viver experiências e momentos altamente prazerosos por isso? Vamos jogar fora um dos maiores presentes que o ser humano recebeu, que é o privilégio de fazer sexo não somente para procriação, mas objetivando o prazer? Vamos violentar nosso corpo com procedimentos estéticos invasivos, dolorosos e nem sempre eficazes? Vamos gastar fortunas e enriquecer ainda mais os laboratórios farmacêuticos com produtos que prometem transformar seu corpo e que os resultados são ínfimos?

E o que é pior: você pode fazer tudo isso e, mesmo assim, não alcançar o padrão ideal.

Sim, mulheres tem estrias, celulites, culotes, gordura localizada… E se o homem não gostar/aceitar isso, ou ele não gosta de mulher ou sofreu uma grande “lavagem cerebral” e foi convencido que não deve gostar.

Portanto, lindezas da Ju, seu corpo é o seu templo! Aprenda a admirá-lo, respeitá-lo e tirar o melhor proveito daquilo que você tem de melhor.

Em nenhum momento estou dizendo que você não possa querer melhorar aqui e ali. Não! É fundamental que cuidemos de nosso corpo. Mas isso não significa não aceitar o seu biotipo e não respeitar suas limitações.

E você é maravilhoso (a) exatamente do jeito que é!

E não permita que ninguém, absolutamente ninguém te convença do contrário.

Estamos combinados?

Ah! E tem uma frase que eu gosto muito: sabe o que é um corpo bonito? Aquele que tem uma pessoa feliz dentro dele!

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